As videiras da Serra Gaúcha do Rio Grande do Sul são submetidas anualmente à aplicação de nitrogênio via solo. Porém, em razão da acumulação do nutriente nas plantas ser pequena, pode ser necessária sua suplementação via aplicação foliar. Segundo a Embrapa Uva e Vinho, a Comissão de Química e Fertilidade do Solo do Rio Grande do Sul não fornece informações sobre a necessidade de pulverização foliar de nitrogênio em videira. Por outro lado, após a colheita, esta prática tem sido adotada durante o período vegetativo e produtivo das plantas.
Os pesquisadores lembram que se houver aplicação de elevadas concentrações de nitrogênio, a queda das folhas pode aumentar devido as plantas estarem em senescência e apresentarem redução da atividade metabólica. Estudos realizados em frutíferas mostraram que parte do nitrogênio aplicado via foliar intercepta a folha, penetrando em seu interior. O teor da planta sofre um aumento e incorporar-se a compostos orgânicos que se redistribuem para os ramos, o caule e as raízes, que podem ser mobilizados e usadas para o crescimento de tecidos jovens no ciclo seguinte.
Outro aspecto que vale ser lembrado é que o nitrogênio quando aplicado via foliar, estimula a degradação das reservas de carbono nas partes perenes, sendo o carbono utilizado como fonte de energia e estrutura na síntese de proteínas e aminoácidos. Para melhor compreender o efeito das aplicações de nitrogênio em vinhedos, a Embrapa Uva e Vinho realizou um experimento que foi conduzido na safra 2004/05.
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