O milho é tradicionalmente utilizado como forragem. Contudo, a sua época de colheita ou a determinação de seu ponto ideal de colheita ainda não são feitas de modo adequado. É muito frequente, segundo a observação de técnicos da extensão rural em Minas Gerais, situações desfavoráveis durante a produção de silagem, quando a planta ainda não apresenta teor de matéria seca desejado e os grãos ainda não acumularam quantidade suficiente (próxima da máxima) de amido.
Diversas razões são atribuídas para a colheita precoce do milho para silagem, sendo que uma delas é provocada pelo fenômeno de clorose, que ocorre nas folhas inferiores das plantas, provocado pela adubação inadequada, principalmente com nitrogênio e enxofre. Esse fenômeno passa uma falsa impressão de que a planta está secando, o que levaria os agricultores a iniciarem a colheita de forma antecipada.
Pensando nisso, a Embrapa Milho e Sorgo chama a atenção para a questão por meio de um estudo relacionando a qualidade da silagem de milho em função do teor de matéria seca na colheita. Em pesquisas avaliando seis cultivares de milho que apresentam variações em ciclo e na textura do endosperma, verificou-se que o teor de matéria seca não diferiu quanto ao ciclo nem mesmo quanto ao tipo de endosperma dos materiais. O ponto de colheita (32% a 35%) para ensilagem ocorreu entre 34 e 41 dias após atingir 50% do florescimento (DAF).
Chama-se atenção para o fato de que no momento ideal para ensilagem, que ocorreu do quarto e quinto cortes para o sétimo e último corte, a produção de matéria seca aumentou pouco (de 19,2 para 21,6 toneladas por hectare de matéria seca), enquanto o teor de matéria seca da planta se elevou de 30,6% para 45,6%. Esse aumento da matéria seca gera dificuldades no momento da ensilagem, principalmente em relação às perdas no campo, como também na resistência à acomodação do material durante a compactação.
Com o avanço da maturidade, de zero para 55 dias após atingir 50% do florescimento, o teor, a produção de matéria seca e a porcentagem de grãos na planta aumentaram significativamente, de 14,6% para 45,6%, de 9,9 para 21,6 toneladas por hectare e de 19,1% para 53,1%, respectivamente.
Verificou-se ainda que o corte antecipado do milho para silagem resulta em perdas significativas na produção total de matéria seca e na porcentagem de grãos na planta. Além disso, quanto mais cedo se colhe o milho para silagem, menor é seu potencial de produção e participação de espigas (grãos) na lavoura e, consequentemente, menor será a qualidade da silagem.
Qualidade da silagem de milho na colheita
Embrapa Milho e Sorgo chama a atenção para a questão por meio de um estudo que relaciona a qualidade da silagem de milho em função do teor de matéria seca na colheita.
Redação
Manejo