Qualidade e produtividade de sementes de soja cultivada com fontes de fósforo

Produtividade da soja em área de segundo plantio nos cerrados de Roraima foi superiores ao primeiro ano

Rosália Silva
Adubação

Áreas de segundo plantio tiveram melhor desempenho no cultivo de soja nos cerrados da Amazônia Setentrional. É o que mostra pesquisa feita pela Embrapa Roraima, que avaliou os efeitos de fontes de fósforo e aplicação foliar de micronutrientes na qualidade e produtividade de sementes de soja, comparando as áreas de primeiro e segundo anos de cultivo.

A produtividade no primeiro ano foi de 3.049 quilos por hectare na média dos quatro tratamentos utilizados. Essa média subiu para 4.172 quilos por hectare no segundo ano.

Ao todo, são cerca de 1,5 milhões de hectares de área que o governo do Estado de Roraima estimula o plantio de culturas anuais, objetivando alta produtividade e qualidade, ciclo produtivo curto e produção na entressafra brasileira.

Segundo os pesquisadores da Embrapa Roraima, Oscar José Smiderle e Vicente Gianluppi, um dos itens que oferecerá suporte nesse processo produtivo é a semente, que somada ao solo, poderá resultar numa planta vigorosa. A presença de nutrientes no solo, como o nitrogênio, fósforo, cálcio e magnésio estão entre os fatores de desenvolvimento dessas plantas.

Para a pesquisa, a semeadura durante o ano de 2004 foi no sistema convencional, em área de primeiro ano de cultivo, em cerrado recentemente aberto. Já em 2005, esta área foi novamente preparada, para o 2º ano de cultivo com soja.

Os autores explicam que a soja BRS Tracajá foi semeada de forma mecanizada, com máquina de 10 fileiras de semeadura. As sementes foram tratadas com o fungicida Cercobin (150 mililitros por 100 quilos de sementes) antecipadamente ao plantio e no dia da semeadura foram tratadas com inoculante Biagro 10, com quatro doses por 100 quilos de sementes e mais 150 gramas de Nodular 100.