Quatro novas cultivares de milho chegam ao mercado na próxima safra

Embrapa lança os híbridos BRS 1055, BRS 3040, BRS 1060 e a variedade BRS Caimbé, todos com elevada produtividade

Juliana Royo
Sementes e Mudas

A safra de milho deste ano tem novidades animadoras para os produtores. A Embrapa Milho e Sorgo está lançando quatro novas cultivares que estarão disponíveis no mercado a partir de outubro e têm ótimos níveis de produtividade dentro dos seus tipos. São três híbridos (BRS 1055, BRS 3040 e BRS 1060) e uma variedade (BRS Caimbé), todos recomendados para qualquer região do Brasil, com exceção da Região Subtropical, que compreende o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Sul do Paraná.

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O grande destaque dos lançamentos é o BRS 1060, um híbrido de milho simples, de ciclo semiprecoce, grãos semidentados de cor avermelhada, de porte baixo, resistência ao nematóide Melodoygenes javanica e excelente produtividade. Além disso, ele é muito bom contra acamamento e quebramento, o que é muito importante para a colheita mecanizada. É recomendado para safra e safrinha, mas se destaca mais em safrinha e é o híbrido ideal para o produtor que tem alta tecnologia.

— Todos estes 4 lançamentos são muito bons em suas áreas, mas o BRS 1060 é o melhor. Ele tem porte mais baixo do que o BRS 1055 e é excelente para acamamento e quebramento. Em todos os testes feitos ele ficou sempre entre os mais produtivos, se destacando ainda mais na safrinha — destaca o melhorista Paulo Evaristo Guimarães, da Embrapa Milho e Sorgo.

Outro híbrido simples de ciclo semiprecoce também recomendado principalmente para alta tecnologia é o BRS 1055, que tem porte mais alto e alta prolificidade, ou seja, tem alta frequência de plantas em ambientes bons, segundo Guimarães. O BRS 1055 também é um material muito produtivo, que pode superar as 12 toneladas por hectare, e com resistência ao nematóide Melodoygenes javanica. Sua produtividade responde melhor à safra (superando até o BRS 1060) do que à safrinha.

Já o híbrido BRS 3040 é de ciclo precoce, triplo e por isso é recomendado para produtores com média tecnologia, mas também tem alta produtividade para um híbrido triplo, segundo Guimarães. O melhorista explica que os produtores devem sempre ficar atentos ao tipo de híbrido e à capacidade tecnológica que ele tem disponível em sua propriedade.

— Os híbridos simples são recomendados para os produtores que têm capacidade maior de investimento, porque as sementes são as mais caras do mercado, mas as respostas de produtividade são as melhores. Os híbridos triplos são para o produtor com média tecnologia porque as sementes são um pouco mais baratas do que as de híbrido simples. Já as variedades são ideais para quem tem baixa tecnologia e não tem condição de comprar sementes caras. A produtividade de uma variedade vai sempre perder para um híbrido, em geral, mas a grande vantagem é o preço da semente — explica.

A variedade de milho lançada pela Embrapa para a próxima safra é a BRS Caimbé que tem ciclo precoce, altura média de 2,4 metros, com boa resistência ao acamamento e quebramento, boa uniformidade e alta produtividade em relação às outras variedades de milho do mercado. O maior benefício de se plantar variedades é o aspecto econômico, não só porque as sementes são mais baratas, mas porque há também a possibilidade de o produtor utilizar os grãos como semente na safra seguinte. Os híbridos não têm esta vantagem porque há uma grande perda de produtividade nesta reutilização. Guimarães explica que, com as variedades, este benefício é possível desde que os grãos sejam colhidos e armazenados corretamente.

"BRS 1055: material
 muito produtivo, com
 porte mais alto e alta
 prolificidade"


 Paulo Evaristo Guimarães,
 Embrapa Milho e Sorgo