Agricultores familiares e quilombolas das comunidades de Rincão dos Martimianos e São Miguel, em Restinga Seca, estão recebendo mudas melhoradas de batata-doce. A iniciativa é resultado de parceria estabelecida entre Emater/RS-Ascar, Embrapa Clima Temperado e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Farroupilha (IFF) para esse melhoramento científico.
Os oito cultivares de batata-doce (americana, biaze, catarina, da costa, abóbora, usi 9, prata e morada inta) foram multiplicados no horto municipal no ano agrícola de 2011/2012. Nessa primeira etapa, foram atendidas 100 famílias que, posteriormente, produzirão mudas e repassarão para outras famílias em suas comunidades. Durante as visitas para a entrega das mudas, foi explicado sobre como fazer a conservação dos tubérculos, a produção das mudas, o preparo do solo, além de orientações sobre o plantio e manejo da cultura.
O engenheiro agrônomo do escritório municipal da Emater/RS-Ascar de Restinga Seca, Alencar Junior Zanon, que coordenou o trabalho de melhoramento, explica que as oito variedades foram selecionadas por apresentarem boa adaptação, tolerância à seca e baixo custo de produção nas condições locais de cultivo.
“A batata-doce pode ser utilizada na alimentação humana como fonte de energia, minerais e vitaminas C e do complexo B. Além disso, oferece ramas e resíduos que podem ser utilizados para a alimentação de animais”, destaca Zanon.
Conforme a extensionista da área de Bem-Estar Social do escritório local da Emater/RS-Ascar, Carmen Ivete Michalski, a entrega das mudas promove a segurança e a soberania alimentar. “A cultura da batata-doce contribui para o suprimento alimentar das famílias rurais”, afirma ela.