Reação de cultivares de milho ao enfezamento, cercosporiose e helmintosporiose

Embrapa Meio-Norte estuda comportamento de cultivares comerciais de milho quanto ao complexo enfezamento, cercosporiose e helmintosporiose, visando a subsidiar o emprego de genótipos resistentes às doenças

Redação
Doenças

A Embrapa Meio-Norte fez um estudo sobre o comportamento de cultivares comerciais de milho, quanto ao complexo enfezamento, cercosporiose e helmintosporiose, visando subsidiar a tomada de decisão, por parte dos produtores, quanto ao emprego de genótipos resistentes às referidas doenças.

A avaliação foi realizada durante o período de julho a novembro de 2005, no campo experimental da Embrapa Meio-Norte, em Teresina (PI). A semeadura foi feita em Neossolo Flúvico Eutrófico, sendo os trabalhos conduzidos em dois experimentos, sob irrigação convencional. O primeiro, com 36 híbridos e o segundo, com 30 cultivares (19 variedades e 11 híbridos).

Em relação ao primeiro experimento, observou-se que 83% dos híbridos apresentaram uma, duas ou as três doenças, concomitantemente, à exceção dos híbridos Dow 9560, Pioneer 30F 98, Pioneer 30F 87, SHS 4080, Tractor e Speed, que se mostraram resistentes às três doenças. Os híbridos Fort, SHS 5050, SHS 5080 e Pioneer 30K 75 tiveram susceptibilidade aos agentes do enfezamento, enquanto que o híbrido Fort mostrou-se ainda como o mais sensível à cercosporiose.

No segundo experimento, os híbridos BRS 1001, AS 3466, PL 6880, BRS 3003, BRS 3150, BRS 1030 e as variedades Sintético 5X, Bozn Amarelo, Sintético Flint, Al Piratininga, Al Bianco, CPATC-4, Caatingueiro e CMS 47 apresentaram resistência aos três patógenos, concomitantemente.

Por sua vez, as variedades Sertanejo, Asa Branca, Cativerde 2 e Sintético 105 mostraram susceptibilidade ao agente da cercosporiose, enquanto que a variedade SHS 3031 foi a mais susceptível à helmintosporiose.

Por outro lado, o enfezamento foi mais severo nas variedades Sintético 105 e BRS 4150. O estudo conclui que, considerando o histórico fitossanitário da área, os resultados obtidos auxiliam a tomada de decisão quanto à escolha de genótipos.Nesse particular, a pesquisa sugere que, somada a essas informações, a decisão final seja também consubstanciada com dados de rendimento, arquitetura de planta, e adaptação das cultivares, entre outros.