Criar um plano de conservação e uso de ovinos naturalizados do Pantanal: esse é o objetivo da pesquisa que está sendo desenvolvida pela Embrapa Pantanal. O estudo visa diversificar a espécie e agregar valor à pecuária bovina. Esses animais são rústicos e resistentes e têm sido procurados para implementar essa característica em rebanhos de outras regiões do país, como no Sudeste.
Segundo a pesquisdora Sandra Santos, a maioria dos núcleos de criação apresenta rebanhos fechados por algumas gerações com elevado grau de consanguinidade e núcleos descaracterizados na aparência em razão de cruzamentos com espécies exóticas ou comerciais na região. A pesquisa revelou ainda que animais de uma mesma propriedade apresentaram semelhanças entre si.
— Esse resultado é válido para subsidiar medidas de manejo de troca de animais entre as propriedades de forma a manter a variabilidade genética deste grupo e reduzir a consaguinidade média local — explicou a pesquisadora.
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"O estudo vai |
Também estão sendo feitos estudos com marcadores moleculares para quantificar a variabilidade genética existente dos animais amostrados nos rebanhos bem como para subsidiar uma futura homologação deste grupo genético junto ao ministério. Esses resultados serão comparados com outros em andamento na região.
Estes estudos são essenciais para a ampliação do programa de conservação deste grupo genético bem como para promover no futuro uma maior integração entre os produtores e instituições de ensino e pesquisa da região e do país que realizam estudos com estes animais que se mostram como uma alternativa produtiva de potencial para a região pantaneira.
Os estudos foram desenvolvidos pela Embrapa Pantanal, em conjunto com a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e com apoio financeiro da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect) .
