Recomendações nutricionais e de adubação para minimilho

O entendimento dos fatores inerentes ao acúmulo e à exigência nutricional se faz importante para o manejo da adubação do minimilho

Redação
Manejo

A Embrapa Milho e Sorgo realizou um estudo sobre os fatores que devem ser levados em consideração no estudo nutricional e na adubação, visando a obtenção do minimilho.

O minimilho tem um tempo de exploração do solo e dependência de sua fertilidade e adubação menor que o da cultura do milho para grão ou silagem. Nesse aspecto, grandes aportes de fertilizantes não serão traduzidos em produtividades e lucros. Com apenas 70 a 80 dias após a germinação, as espiguetas são colhidas e preparadas para o consumo. Nesse período, apenas o potássio estaria com sua exigência total quase completa; o nitrogênio e o fósforo estariam com aproximadamente 50%.

Nesse período (70 a 80 dias após a germinação), apenas parte da nutrição da planta estará completa. Contudo, o que sobra na lavoura (colmo, folhas e brácteas) significa muito para a fertilidade do solo. A exploração dessa sobra será, em última instância, a base para o equilíbrio das produções futuras.

Normalmente, o resíduo do minimilho é aproveitado na alimentação animal, quando serão exportados todos os nutrientes contidos nessa massa vegetal. O equilíbrio (e a economia com fertilizantes e corretivos), logicamente, será obtido com o retorno do esterco para a área de produção.

Por outro lado, é possível que, em áreas de Plantio Direto, esteja-se trabalhando na formação de palhada residual. Nesse caso, o retorno da palhada ao solo terá benefícios no aporte dos minerais nela contidos, o que poderá diminuir o aporte de fertilizantes a adubação das culturas subsequentes.

É nesse aspecto que o entendimento dos fatores inerentes ao acúmulo e à exigência nutricional se faz importante para o manejo da adubação do minimilho.

Acerca dessa questão, a Embrapa disponibilizou um documento, no qual procura orientar as recomendações para a fertilização do minimilho, a partir da comparação com a nutrição do milho, seja para grão, seja para silagem.

Por exemplo, em relação à acumulação de nutrientes pela cultura do milho, as plantas necessitam de 16 elementos considerados essenciais: primeiramente, hidrogênio, carbono, oxigênio; macronutrientes nitrogênio, fósfor, enxofre, potássio, cálcio e magnésio; e micronutrientes ferro, manganês, zinco, cobre, boro, molibdênio e cloro.

A extração média de nutrientes pela cultura do milho demonstra que o esgotamento do solo é menor quando o milho é cultivado apenas para grãos. Os problemas de fertilidade do solo deverão ser mais evidentes. Portanto, quando o milho for cultivado para silagem, com exportação total de toda a massa vegetal para a alimentação animal. Este fato também assemelha-se ao cultivo do minimilho, em que todas as plantas são exportadas após a colheita das espiguinhas.

É necessário, portanto, para manter a fertilidade do solo, que se procure efetuar a restituição dos elementos extraídos pelas culturas. A adubação de restituição deve garantir o retorno ao solo das quantidades de nutrientes que as plantas retiram. Ela deve ser, preferencialmente, adotada para restituir as quantidades de micronutrientes retiradas pelas colheitas. É uma quantidade pequena e essa prática evita que o solo se esgote ou que se torne deficiente.