Recomendações para controle e profilaxia da Tristeza Parasitária Bovina

Um dos problemas sanitários de maior prejuízo econômico na pecuária bovina. O seu controle deve ser feito no sentido profilático, evitando o aparecimento da doença

Redação
Pecuária Leiteira

A tristeza parasitária bovina é um dos problemas sanitários de maior prejuízo econômico na pecuária bovina, que se traduz por altos índices de mortalidade e morbidade, com significativa redução na produção de carne e/ou leite, aborto e menor fertilidade nos animais afetados e altos custos com tratamentos e manejos especiais.

A iristeza parasitária bovina envolve um complexo de doenças que inclui a babesiose e a anaplasmose. A primeira é causada por protozoários do gênero Babesia (espécies Babesia bovis e Babesia bigemina) e a anaplasmose por uma rickettsia do gênero Anaplasma (espécie Anaplasma marginale).

A Babesia e Anaplasma são parasitas da mesma célula sanguínea e, em inúmeras ocasiões, podem apresentar infecções concomitantes, com sintomatologia semelhante, embora ocasionem doenças distintas, não dependam uma da outra e exijam manejos e tratamentos próprios para cada uma.

As babesias são transmitidas aos bovinos única e exclusivamente pelo carrapato Boophilus microplus. A transmissão do Anaplasma também se dá pelo mesmo carrapato mas também pode acontecer mecanicamente através da picada de insetos hematófagos (moscas, mutucas e mosquitos).

O tratamento específico para babesiose constitui-se nos derivados da diamidina e, para a anaplasmose, tetraciclinas. Portanto, é importante a identificação da doença que está ocorrendo, de preferência pelo diagnóstico do agente etiológico em exame de esfregaço sangüíneo. Se não for possível, ao menos através dos sinais clínicos.

Geralmente, o tratamento específico aplicado antes do aparecimento de sintomas graves como alto grau de anemia e distúrbios do sistema nervoso, leva à recuperação do quadro clínico.

Já o controle da tristeza parasitária bovina deve ser feito no sentido profilático, evitando o aparecimento da doença, pois o tratamento quimioterápico, considerando um número maior de animais, é caro e nem sempre eficaz. Nas áreas endêmicas, é importante que os terneiros sejam expostos à infestação pelo carrapato para que se tornem imunes, ou seja, profilaxia natural.

Em outras ocasiões, quando necessária, a profilaxia é feita através da imunização de animais sensíveis, passíveis de adoecer. Como a tristeza parasitária bovina envolve muitas variáveis que interferem em seu processo de controle e profilaxia, há procedimentos apropriados para cada situação e o auxílio de um médico veterinário é importante.