Recomendações para multiplicação vegetativa de forrageiras

A implantação de pastagens através de sementes é o meio mais empregado por produtores no Brasil. Contudo, nem sempre é possível fazê-la. Isso, porque em algumas situações e para determinados tipos de forrageiras, existem dificuldades

Redação
Manejo

A implantação de pastagens através de sementes é o meio mais empregado por produtores no Brasil. Contudo, nem sempre é possível fazê-la. Isso, porque, em algumas situações e para determinados tipos de forrageiras, existem dificuldades. É o caso do amendoim-forrageiro (Arachis spp), cujas sementes se desenvolvem abaixo da superfície do solo. Pensando nisso, a Embrapa Pecuária Sul lançou uma série de recomendações para multiplicação vegetativa da forrageira.

Embora o assunto seja conhecido, pois ele vem sendo utilizado desde os primórdios da multiplicação do capim-elefante (Penisetum purpureum) nas áreas coloniais do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, existe ainda carência de informações técnicas sobre as particularidades e cuidados relativos a esse sistema de multiplicação.

Logo, a Embrapa Pecuária Sul se propõe a descrever os procedimentos básicos para a multiplicação vegetativa de espécies forrageiras e, dessa forma, respeitadas as particularidades de manejo de cada espécie, as recomendações disponibilizadas buscam evitar alguns erros.

No Documento 73, em anexo, são apresentados aspectos sobre a seleção da espécie a ser cultivada; a obtenção do material de propagação; a escolha da área inicial de multiplicação; e os cuidados no preparo de solo e no plantio.

Por exemplo, o preparo do solo deve reduzir a presença de torrões, que diminuem a porcentagem de sobrevivência e atrasam o desenvolvimento das plantas. Como regra geral, deve-se evitar diluir a quantidade de adubo e corretivo de solo recomendados, a partir da análise de solo, uma vez que a maioria das forrageiras cultivadas necessita de um ambiente melhorado para produzir e persistir de forma satisfatória.