Mais da metade da população mundial, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), utiliza plantas medicinais. No período de maio a outubro de 2008, a agrônoma Rita de Cassia Alves Pereira estudou os aspectos relevantes no plantio de uma dessas espécies, na pesquisa Recomendações de Cultivo de Elixir Paregórico.
Nativo do Brasil, o Ocimum seloi Benth pertence à família Lamiaceae. Popularmente é conhecido como elixir paregórico, atroveran ou alfavaquinha, sendo utilizado como antidiarréico, antiespasmódico, antiinflamatório e como repelente de insetos. No experimento da Embrapa Agroindústria Tropical, observou-se que além de necessitar de sementes de boa qualidade e de origem conhecida, o plantio deve ser realizado em solo livre de contaminações de resíduos químicos, coliformes e metais pesados.
O cultivo requer diversificação de espécies, adubação orgânica e verde, controle natural de pragas e de doenças. A água de irrigação deve ser limpa e são fundamentais os cuidados no manejo e na colheita das plantas, assim como no beneficiamento e no armazenamento, visando a qualidade da matéria-prima. A época ideal de colheita das folhas é aos 60 dias, ocasião em que a planta apresenta bom desenvolvimento.
Ainda segundo a pesquisa, o cultivo de plantas medicinais não difere dos cultivos de plantas para outros fins, em que vários fatores influenciam no crescimento, no desenvolvimento e na capacidade produtiva.Inicialmente, as mudas foram produzidas na casa de vegetação, com de substrato composto de uma parte de subsolo e duas partes de substrato comercial, constituído de uma mistura de casca de pinus, vermiculita, turfa, corretivo de acidez, superfosfato simples e nitrato de potássio.
No mês de julho, a pleno sol, foram plantadas definitivamente em canteiros de alvenaria, preenchidos com areia, adicionando-se para cada metro quadrado de canteiro 5 kg de esterco de curral (gado), bem curtido.