A Embrapa Pecuária Sul desenvolve estudos sobre a implantação de sistemas silvipastoris. A primeira recomendação, para tanto, é que se priorize áreas utilizadas com agricultura ou áreas de vegetação campestre em processo de degradação.
Dentre as espécies arbóreas para implantação desses sistemas, estão Pinus sp., Eucalyptus sp. e Acacia mearnsii (Acácia Negra). Outras espécies são possíveis como Bracatinga (Mimosa scrabela), Erva Mate (Ilex paraguariensis), Grevília (Grevilia robusta) e Pinheiro do Paraná (Araucária angustifolia). Todas elas produzem matéria-prima de interesse econômico, desde sementes, folhas para alimentação, lenhas e toras de qualidade para exportação.
Em relação às espécies forrageiras, no inverno por exemplo, estudos científicos apontam com tolerância média ao sombreamento o azevém anual (Lolium multiflorum), o cornichão (Lotus corniculatus) e o trevo branco (Trifolium repens). Estudos no exterior indicam ainda outras espécies forrageiras de inverno com elevada tolerância à sombra, mas ainda pouco utilizadas no Brasil, como o capim dos pomares (Dactylis glomerata) e cornichão, cultivar Maku (Lotus pedunculatus cv. Maku).
A Embrapa Pecuária Sul destaca também que a escolha dos espaçamentos e arranjos arbóreos é determinante para o equilíbrio dos sistemas silvipastoris. Espaçamentos menores entre árvores promovem um rápido aumento do sombreamento ao nível da pastagem.
Quando este sombreamento atinge níveis inferiores a 50% comparativamente ao ambiente a pleno sol, a maioria das espécies forrageiras experimenta uma redução drástica em seu crescimento. Este nível crítico de luminosidade pode ser atingido em diferentes diferentes momentos, dependendo do desenvolvimento das árvores e dos espaçamentos e arranjos empregados.
Assim, por exemplo, espaçamentos de linhas simples, duplas e triplas de até 10 metros, usando Eucalyptus sp., têm se mostrado viáveis apenas temporariamente no extremo Sul do Brasil.
Observações realizadas pela Embrapa Pecuária Sul e Embrapa Florestas em áreas experimentais na fronteira sudoeste e na região de Campanha (RS) têm mostrado que arranjos em linhas simples (3x3 metros) e triplas de Eucalyptus sp (3x1, 5x14 metros), aos cinco anos de idade, já apresentam condições de luminosidade restritivas ao crescimento de forrageiras no sub-bosque, enquanto que com linhas triplas de Pinus sp.(3x1, 5x14 metros) as condições de luminosidade ainda eram favoráveis.
Neste mesmo estudo, evidenciou-se a melhor condição de luminosidade no sistema linhas triplas de Eucalyptus sp. e Pinus sp. plantados no espaçamento 3x1, 5x34 metros, oferecendo condições ideais para o crescimento forrageiro nas entrelinhas. Para saber mais, consulte o documento em anexo.
Recomendações para sistemas de integração floresta-pecuária no extremo Sul do Brasil
Estudo da Embrapa Pecuária Sul (Bagé-RS) discute a implantação de sistemas silvipastoris
Redação
Forrageiras