Na intenção de criar uma forma de controle dos fungos micotoxicogênicos nos manejos de pré e pós-colheita, estudos avaliaram a ação do óleo de Azadirachta indica – nim – no controle da taxa de crescimento do fungo Aspergillus flavus. Os resultados indicaram que ocorreu uma redução na taxa dos diferentes isolados estudados à medida que se aumentou a concentração do óleo do nim. Com a concentração de 25% de óleo, obteve-se a menor taxa de crescimento micelial, comparando às demais concentrações.
As aflatoxinas são metabólicos secundários, nocivos à saúde humana e animal, e frequentemente encontradas no amendoim e seus derivados. Muitas vezes elas são produzidas no campo ou no armazenamento. A busca por produtos de baixo custo que controle esses microorganismos produtores das toxinas é uma constante. O experimento foi distribuído em um delineamento inteiramente casualizado, com quatro repetições.
O esquema fatorial de 3 x 5 foi representado pelos isolados IM (isolado de Mogeiro), IP (isolado de Patos) e ICG (isolado de Campina Grande); e pelas concentrações do óleo do nim no meio da cultura, a saber: C0 – testemunha, C1 – 3,125%, C2 – 6,25%, C3 – 12,5% e C4 – 25%. Para tal, foram obtidos isolados a partir de sementes de amendoim de três diferentes regiões da Paraíba.
Placas contendo somente BDA serviram de testemunha e usaram-se discos de 5 milímetros de papel de filtro, que foram transferidos individualmente para o centro de cada placa, depois de serem embebidos em agar-água contendo o fungo. Do primeiro ao sexto dia, foram realizadas as avaliações do efeito do óleo sobre o crescimento micelial, com base nas medições do crescimento do diâmetro da colônia em dois eixos ortogonais.