Uma das atividades de grande destaque no âmbito das ações sustentáveis é a reposição florestal. Além de garantir a sustentabilidade, a prática é capaz de promover a contínua oferta de matéria-prima, o que pode trazer benefícios econômicos para o produtor. O Plantio e a Reposição Florestal é um dos temas do Fórum Contexto Ambiental & Agronegócio, organizado pelo Portal Dia de Campo, no dia 30 de junho, em Uberlândia (MG).
Segundo Heuzer Guimarães, gerente executivo florestal da Duratex, quando o assunto é a produção entre lavoura e floresta, é importante estabelecer que o termo “floresta” se refere a áreas que devem ser conservadas ou preservadas. A relação entre a floresta plantada e as áreas de conservação e preservação ambiental tem sido a base dos programas de manejo florestal das florestas plantadas.
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— Quando se fala em lavoura, não se pode pensar exclusivamente em milho, cana, soja e outras culturas agrícolas. Os plantios florestais, como eucaliptos e pinos, também se tratam de lavouras e são estabelecidos a partir de planos de manejo que efetivam processos de conservação e preservação ambiental — afirma.
Para ele, a importância da reposição florestal é justamente garantir sustentabilidade. O gerente diz que, quando se fala em sustentabilidade e reposição florestal, é preciso considerar os alicerces dessa sustentabilidade, ou seja, um alicerce econômico, um alicerce social e um alicerce ambiental.
— A reposição florestal vem justamente para garantir que a continuidade em oferta de matéria-prima, de madeira e das diferentes demandas que existem no mercado deve respeitar preceitos ambientais e sociais. É exatamente isso que o setor de florestas plantadas vem desenvolvendo no país. O setor florestal, hoje, é um exemplo de conservação e preservação. Os plantios florestais de Eucalyptus e Pinus no Brasil totalizam aproximadamente 6,5 milhões de hectares. As empresas florestais são responsáveis pela preservação de 3,9 milhões de hectares de áreas nativas áreas — conta.
Ainda de acordo com Guimarães, a reposição florestal é fundamental para produzir matéria-prima, mas também para trazer preceitos que preservem e conservem o ecossistema, promovendo, ao mesmo tempo, o desenvolvimento social nas regiões onde essa reposição se efetiva.
— Na hora da reposição florestal, a primeira preocupação que o produtor deve ter é estabelecer se as áreas de preservação permanente estão realmente preservadas, se a área de reserva legal da propriedade se encontra estabelecida, se essa área onde o plantio será efetivado é conhecida pelo produtor, quais as condições edafoclimáticas reinam nessa área e nessa área e que tipo de tratamento é necessário aplicar. Junto a isso, é importante definir o material genético (espécie e clones) que melhor se adapta a estas condições, potencializando produtividade das florestas — orienta.
O gerente afirma ainda que, antes de qualquer coisa, ao fazer a reposição, o produtor deve identificar o material genético mais indicado para sua região. Dentro dessa espécie, deve-se verificar se há a disponibilidade de clones para serem plantados. A partir daí, deve-se então fazer uso de técnicas de preparo de solo, de controle de competição vegetativa, de nutrição mineral, fertilização e controle de pragas e doenças.

Reportagem exclusiva originalmente publicada em 29/06/2011