Para diminuir os custos necessários da reforma de pastagens, o produtor pode utilizar a Integração Lavoura-Pecuária. A viabilidade técnica e econômica desse sistema foi demonstrada utilizando o plantio de milho, consorciado ao capim-marandu e à terminação de novilhos da raça canchim (5/8 charolês + 3/8 zebu).
No estudo conduzido na Embrapa Pecuária Sudeste, em São Carlos (SP), em argissolo vermelho-amarelo distrófico, ocupou-se uma área de sete hectares cultivada com capim-braquiária e que por dez anos foi utilizada para o cultivo de milho (Zea mays L.) da variedade BRS 2020 (híbrido duplo).
Os pesquisadores representados por Alberto de Campos Bernardi fizeram a correção do solo com calcário dolomítico, para elevação da saturação por bases a 70%. Antes do plantio do milho, foram utilizadas três gradagens para incorporação do calcário e controle do capim-braquiária. E a Brachiaria brizantha cv. marandu foi semeada 60 dias após o milho.
Por 35 dias, 18 novilhos castrados, com aproximadamente 24 meses de idade, utilizaram a pastagem, e tiveram a média de ganho em peso de 388 gramas ao dia no pasto de B. brizantha. Depois de submetidos por 14 dias de adaptação ao confinamento, os animais foram confinados durante 92 dias, até atingirem peso de abate, média de 482,6 quilogramas e 27,6 meses de idade.
Os pesquisadores ressaltaram que durante o primeiro ano do trabalho, o retorno econômico foi suficiente para cobrir os gastos deste período, mesmo diante das condições climáticas do período que prejudicaram a produtividade do milho, 24,3 toneladas por hectare. Além de que, se prevê retornos maiores para os anos posteriores. Eles, porém, lembraram que se não houver novas fertilizações nessa pastagem, ela voltará a se degradar em poucos anos. Veja este Comunicado Técnico da Embrapa no arquivo em anexo.