Rendimento de grãos de soja em semeadura tardia

Novembro é o mês em que ocorre o potencial máximo de rendimento de grãos da soja. Semeaduras fora deste período afetam o rendimento de grãos

Aline Jesus
Plantio

O duplo cultivo trigo/soja é um dos principais sistemas de produção do planalto do Rio Grande do Sul. Também em algumas regiões, o cultivo de milho e soja vem se tornando um componente importante deste sistema, com a soja sendo semeada em final de dezembro ou início de janeiro, após a colheita do milho ou dos cereais.

No período de novembro, a cultura expressa seu potencial máximo de rendimento de grãos. Fora deste período, as semeaduras tardias de soja expõem a cultura a fotoperíodos mais curtos, baixa temperatura e baixa radiação afetando o rendimento de grãos. Para o produtor obter altos rendimentos de grãos, o fator principal será a época de semeadura que é baseada em condições climáticas. Porém, nem sempre será possível realizar a semeadura na época preferencial, o que pode provocar perdas na produtividade.

As respostas entre as cultivares de soja na indução do florescimento e nos estádios tardios do crescimento reprodutivos são provocadas por combinações de temperatura, fotoperíodo e radiação. Para o rendimento de grãos, dois processos se destacam nestes estádios: a duração do crescimento de grãos (período R5-R7) e a taxa de crescimento.Apesar de vários estudos já realizados, há poucas informações sobre as causas da redução da massa do grão como causa da queda do rendimento de grãos na semeadura tardia. Em situação semelhante, o sul do Brasil se destaca por apresentar cultivares transgênicas de soja que possuem alta capacidade de crescimento.

Dentro deste contexto, a Embrapa Trigo estudou a taxa e a duração de crescimento de grãos em semeadura tardia da soja em janeiro e novembro. Para saber mais sobre o assunto, clique no documento em anexo.

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