O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) está investindo na definição dos critérios para uso e manejo agrícola e florestal do lodo de estação de tratamento de esgoto no estado do Espírito Santo. O projeto, coordenado pelo pesquisador Aureliano Nogueira da Costa, prevê a utilização do resíduo em substituição a outras técnicas de adubação.
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A técnica favorece |
Responsável pelos testes nas culturas do abacaxi, goiaba e cana-de-açúcar, o pesquisador Luiz Caetano, relata que a iniciativa favorece a economia e oferece uma destinação ecologicamente satisfatória para o grande excedente de lodo gerado no estado.
Após a adição de cal virgem ao material para eliminar os contaminantes, as plantas recebem doses que variam de dez a 60 toneladas por hectare, e posteriormente são comparadas às que receberam esterco bovino e produtos químicos.
— Feita a comparação das testemunhas, podemos avaliar peso e qualidade da goiaba, do abacaxi e dos colmos da cana-de-açúcar — explica Caetano.
Até o momento, houve colheitas apenas de cana-de-açúcar e goiaba e os testes não deixaram a desejar em relação aos métodos tradicionais de fertilização. No caso da goiabeira, houve também aumento do teor de sólidos solúveis dos frutos, o chamado brix.
