Resíduos agrícolas viram briquetes e geram energia

Por meio do processo de briquetagem é possível criar biocombustível

Aline Jesus
Máquinas e Implementos

Aproveitar os resíduos que são desperdiçados e despejados no meio ambiente, causando contaminação. Esse foi o objetivo da Embrapa Agroenergia ao desenvolver, em parceria com a Bioware, uma briquetadeira com a capacidade de produção de 100 quilos de briquetes por hora.

— Os briquetes são resíduos ou subprodutos agrícolas, industriais e de florestas, compactados, que servem como fontes de energia e são também biocombustíveis sólidos. Eles são produzidos com a biomassa e podem ser queimados — esclarece o engenheiro químico e pesquisador do projeto, José Dilcio.

Para se chegar a esses resultados, foi desenvolvida uma extrusora que compacta resíduos agrícolas, como palha de cana e casca de arroz, entre outros, gerando um material de alta densidade em formato de tijolos. De acordo com o engenheiro, uma das principais vantagens dos briquetes é o menor volume, se comparado aos resíduos originais, favorecendo seu manuseio e transporte. Além disso, a queima dos briquetes gera calor, que pode ser aproveitado como energia térmica ou transformado em energia elétrica por geradores.

— A possibilidade de utilizar a briquetadeira em regiões onde não há energia elétrica é cogitada pela Bioware. O processo de briquetagem produz ainda um combustível de ótima qualidade e custo competitivo, o que aumenta a rentabilidade dos negócios — completa Dilcio.