A brusone do trigo é uma doença considerada difícil de se achar cultivares que sejam resistentes a ela. Por esta razão, os problemas que esta doença representa pode agravar a cultura. Identificar genótipos de trigo que sejam resistentes à doença é uma das principais medidas para a avaliação do brusone em trigo. Para o diagnóstico da doença, é importante também identificar os fatores associados à herdabilidade, como é o caso do espectro de virulência da população do seu agente causal, o fungo Pyricularia grisea.
Em mostra de iniciação científica realizada pela Embrapa Trigo, foi avaliado o grau de resistência à brusone em genótipos de trigo comum e sintético e verificado a virulência de isolados monospóricos do fungo P. grisea.O método utilizado pelos pesquisadores foi isolar o fungo realizando a inoculação de plantas de 15 genótipos de trigo comum e três de trigo sintético, em dois estádios de desenvolvimento: o de planta jovem e o de planta adulta.
Como avaliação, verificou-se a folha mais afetada de cada planta no primeiro estádio, folha bandeira e espiga nas plantas adultas. Para cada genótipo foram avaliados três vasos, sendo que, em cada um havia oito plantas jovens ou oito espigas com suas respectivas folhas bandeiras. Os pesquisadores consideraram o tipo de lesão e a área foliar afetada e, nas espigas, a área da espiga afetada. Baseado no tipo de lesão, o resultado nas plantas jovens mostrou que 17 dos 18 genótipos testados são similares entre si, o que foi considerado alto pelos pesquisadores.
Já no estádio adulto da planta, a CNT-8 foi a cultivar que mais resistiu à doença na espiga. Vale lembrar que os resultados constituem-se em informações úteis em relação à identificação de possíveis fontes de resistência à brusone do trigo e ao conhecimento sobre variabilidade de P. grisea.