O termo resistência é a habilidade de indivíduos de uma espécie que suportam doses de substâncias tóxicas que seriam letais para os indivíduos da população normal. Alguns autores usam este termo para insetos que já foram suscetíveis, cuja população não pode ser controlada por um dado inseticida na dose.
A Fundação MS explica que o inseticida não induz as mudanças hereditárias, mas seleciona os genes responsáveis, de cada geração, pela resistência. Os insetos possuem mecanismos de resistência bioquímicos, fisiológicos e comportamentais. A destoxificação realizada por enzimas é um dos mais importantes. Os mecanismos fisiológicos incluem a redução da penetração e transporte do inseticida para o alvo (sistema nervoso), insensibilidade do sítio de ação e aumento de excreção. A resistência comportamental é devida a efeitos irritantes e repelentes dos inseticidas sobre os indivíduos fisiologicamente suscetíveis, os quais alteram seu comportamento para evitar áreas tratadas.
O percevejo marrom é considerado uma das pragas resistente a inseticidas em algumas regiões do Brasil, principalmente endosulfan. É recomendável que o produtor não utilize produtos repetidas vezes. Uma solução é aumentar a dose dos produtos sem critérios apropriados, pois esses procedimentos poderão intensificar o problema.