A UFLA, a PUC-MG, a Unifenas e a Embrapa identificaram reação da linhagem de sorgo 9910032R e de seus híbridos a nove raças de Peronosclerospora sorghi, agente etiológico do míldio. Com isso, esta linhagem pode ser usada como fonte de resistência à doença, podendo gerar híbridos resistentes a várias raças simultaneamente.
Contudo, as linhagens fêmeas avaliadas no trabalho de geração de híbridos apresentaram-se suscetíveis às 9 raças de P. sorghi, indicando a necessidade de uma intensificação dos esforços de pesquisa na busca de fontes de resistência a este patógeno e que sejam portadoras de macho.
A importância de identificação de fontes altamente resistentes a P. sorghi está no fato de que o Ministério da Agricultura regulamenta um nível de tolerância de 0% ao míldio em campos de produção de sementes no Brasil e o uso de cultivares resistentes é o método mais eficiente e econômico de controle da doença, embora a variabilidade do patógeno possa ser um entrave para o seu controle.
Além disso, já existe relato da ocorrência de variante de P. sorghi com resistência ao metalaxyl, produto mais usado no tratamento de sementes de sorgo. Dessa forma, a busca por fontes de resistência ao míldio deve ser contínua, porém, baseando-se não só na reação de genótipos de sorgo, mas também na variabilidade da população do patógeno em diferentes locais.