Os resultados obtidos na pesquisa mostraram que a irrigação apresentou a tendência de reduzir a temperatura e elevar a umidade relativa do ar dentro do vinhedo. Por outro lado, percebeu-se uma pequena diferença entre os valores com e sem irrigação. Com irrigação, as relações entre as temperaturas médias no interior do vinhedo e as obtidas na estação meteorológica foram de 3% a 4% inferiores às registradas durante a irrigação.
Quanto à principal doença em áreas tropicais, o míldio, se houve ocorrência nestas áreas, haverá a necessidade de umidade relativa do ar acima de 95%, para a produção de esporos. Com isso, apenas quando a umidade relativa do ar estiver próxima a este valor que o uso da irrigação poderá favorecer a ocorrência dessa doença.
Outra observação de relevância foram as diferenças percebidas entre os valores dentro e fora do vinhedo que ocorrem no período da tarde. Segundo os pesquisadores, este resultado ocorre em razão das temperaturas que são mais elevadas e os valores da umidade relativa do ar são menores resultando na evaporação da água aplicada durante a irrigação que será maior. A redução da temperatura e o aumento da umidade do ar no vinhedo ocorrem devido o aumento da evaporação, tornando as diferenças em relação aos valores registrados na estação meteorológica maiores.
Saiba mais sobre o assunto
Efeito da irrigação por microaspersão nas condições microclimáticas de vinhedos