Resultados da avaliação de genótipos de mamoneira na Chapada do Araripe

A sobrevivência inicial dos diferentes genótipos foi igual ou superior a 95% para todos os tipos avaliados

Margareth Santos
Oleaginosas

Experimento sobre cultivares da mamoneira realizado na Chapada do Araripe (PE) concluiu que o genótipo CNPAM 2001-63 mostrou-se mais tolerante à seca, por apresentar 73% de sobrevivência na colheita dos frutos. A cultivar BRS Paraguaçu proporcionou o maior número de cachos por planta, enquanto o genótipo CNPAM 2001-212 alcançou o maior peso para cem sementes. Já o genótipo CNPAM 2001-70 teve a maior produtividade de grãos.

A sobrevivência inicial dos diferentes genótipos foi igual ou superior a 95% para todos avaliados. Não ocorreram diferenças estatísticas. A cultivar SM 5/Pernambucana, com 95%, apresentou sobrevivência inferior aos BRS Paraguaçu, CNPAM 2001-77, CNPAM 2001-212, CNPAM 2001-70, CNPAM 2001-9 e CNPAM 2001-63, que tiveram 100% de sobrevivência. Já a linhagem CNPAM 2001-63, com 73%, também apresentou maior tolerância ao período de estiagem ocorrido durante o ciclo vegetativo e foi superior aos demais, exceto ao CNPAM 2001-77.

A altura média de plantas variou de 0,90 metro, na CNPAM 2001-212, a 1,12 metro na BRS Paraguaçu e no CNPAM 2001-70. Porém, sem diferenças significativas entre os genótipos, com altura média de 1,01 metro. A altura de inserção do primeiro cacho foi superior no CNPAM  2001-70, com 0,94 metro, em relação aos genótipos CNPAM 2001-212, com 0,76 metro e CNPAM 2001-63, com 0,71 metro.

O número médio de cachos por planta na BRS Paraguaçu foi superior aos demais, seguido dos CNPAM 2001-212 e CNPAM 2001-63 com 6,25 cachos. O genótipo CNPAM 2001-77 apresentou o menor número de cachos por planta com 3,25, porém não diferiu estatisticamente dos CNPAM 2001-9, CNPAM 2001-16, BRS Nordestina e SM 5/Pernambucana.

A cultivar BRS Nordestina destacou-se no número de frutos no primeiro cacho com média de 55 frutos, sendo superior aos BRS Paraguaçu, SM 5/Pernambucana, CNPAM 2001-212, CNPAM 2001-5 e CNPAM 2001-63. Os CNPAM 2001-77, CNPAM  2001-70, CNPAM  2001-9 e CNPAM  2001-16 não diferiram da BRS Nordestina, embora tenham apresentado número de frutos por cacho inferior.

Quanto ao peso de cem sementes, verificou-se que o CNPAM 2001-212 alcançou o maior valor, 82,25 gramas, diferenciando-se dos demais. A produtividade média de sementes entre os genótipos foi 486,43 quilos por hectare, destacando-se a linhagem CNPAM  2001-70, com 698,5 quilos por hectare, superior aos SM 5/Pernambucana, 390 quilos por hectare, e CNPAM 2001-77, 381,8 quilos por hectare.

Confira o resumo das análises no arquivo em anexo.


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