Pesquisadores da Embrapa Uva e Vinho caracterizaram aspectos relacionados à incidência e severidade de doenças, assim como o controle e monitoramento de resíduos de fungicidas em condições de cultivo protegido de videira. Como conclusão, perceberam que a cobertura plástica impermeável nas fileiras das plantas demostrou bons resultados.
A técnica adotada aumentou a temperatura próxima ao dossel vegetativo, não influenciou a umidade relativa do ar, diminuiu a radiação fotossinteticamente ativa e a velocidade do vento e restringiu drasticamente a água livre sobre as folhas. No cultivo protegido, notou-se que não houve ocorrência de míldio, mas sim uma diminuição na incidência de podridões de cacho em razão da alteração microclimática.
Quanto à umidade relativa do ar, os pesquisadores não notaram diferença entre as áreas coberta e descoberta, embora este resultado possa não ser determinante para a ocorrência ou ausência de doenças fúngicas, em áreas sob coberturas plásticas. Por outro lado, estudiosos de algumas literaturas contradizem ao afirmarem que a umidade relativa do ar pode beneficiar condições para o estabelecimento de doenças fúngicas.
No período de floração, nos testes de incidência e severidade de doenças, não foram encontrados danos causados por doenças fúngicas nas áreas coberta e descoberta. Comprovou-se a tendência à redução do uso de agroquímicos com a utilização do cultivo protegido, de forma que foram necessárias duas aplicações em todo o ciclo, em área coberta com o plástico impermeável. Tudo isso tinha como objetivo controlar o oídio, enquanto que foram realizadas 17 aplicações para o controle de doenças fúngicas na área convencional. Vale lembrar que no cultivo protegido o acúmulo residual de fungicidas de contato é maior quando comparado ao convencional, de maneira que o manejo fitossanitário seja diferenciado e restrito em relação ao cultivo convencional.
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Incidência de doenças e necessidade de controle em cultivo protegido de videira