Nos últimos cinco anos, a área plantada com milho safra no Mato Grosso do Sul manteve-se entre 80 mil e 120 mil hectares e as médias produtivas em torno de 90 sacas por hectare. O sistema agrícola, realizado hoje, tem eficiência reduzida e elevados custos de produção da soja e do milho safrinha. Foi o que constatou a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria e do Turismo (Seprotur), na safra 2007/2008, onde observou-se o aumento de produtividade na ordem de 10%, com 99 sacas por hectare.
A limitação produtiva decorre, entre outros, da sucessão de culturas com soja na safra e milho na safrinha, que tende a provocar degradação físico, química e biológica dos solos, e pode proporcionar o estabelecimento de pragas, doenças e plantas daninhas, segundo a Fundação MS. Solos com altos teores de alumínio e baixos índices de matéria orgânica e veranicos são alguns entraves para a produção de milho safra.
O plantio deve ser realizado a partir do final de setembro, em áreas férteis, com baixos teores de alumínio e bons índices de matéria orgânica. Isto irá proporcionar redução nos custos com fertilizantes nitrogenados e maior retenção de água. No mercado existem híbridos com altos potenciais produtivos, estáveis, com boa sanidade, baixo acamamento e quebramento e boa qualidade de grãos, com o intuito de otimizar os sistemas de produção.
O ajuste final na escolha dos híbridos a serem plantados deve ser realizado levando em conta o potencial produtivo, e fatores como custo/benefício, disponibilidade de sementes e tipo de grão, e se baseando nos resultados de pesquisas realizadas pela Fundação MS. A tecnologia do plantio também precisa ser adequada, com profundidade e distribuição de sementes recomendadas. E para alcançar boas produtividades, é fundamental o estabelecimento inicial com um número de plantas próximo ao recomendado para cada híbrido utilizado.
A rotação de cultura a partir do milho safra vem surgindo como oportunidade para utilização de oleaginosas no outono/inverno que podem trazer boas relações custo/benefícios, além de melhorar o desempenho produtivo das culturas sucessoras. Para tal, utiliza-se o milho safra em 15 a 20% da área, abrindo espaço para outras culturas, melhorando as condições do solo e fitossanitárias, proporcionando assim um aumento da eficiência produtiva das culturas neste sistema.