Resultados de pesquisas realizadas em 2007 e 2008 - adubação nitrogenada em cobertura no cultivo do milho safrinha

Ao contrário de 2007, na safrinha 2008, pesquisadores constataram que os tratamentos conduzidos afetaram a produtividade do milho safrinha

Aline Jesus
Adubação

Pesquisas realizadas na safrinha 2007

Em 2007, pesquisadores perceberam que os tratamentos conduzidos não afetaram a produtividade do milho safrinha. Neste ano, não verificou-se respostas à aplicação de nitrogênio em cobertura nos diferentes locais. Conforme mostra a tabela, em Maracaju houve um aumento de 7,7 sacas por hectare em Maracaju, 3,7 em Dourados e 3,1 sacas por hectare em São Gabriel do Oeste. Já na localidade de Antônio João não houve incremento algum.

Segundo pesquisadores, mesmo sem adubação a aplicação de quantidades entre 24 e 48 quilos de nitrogênio por hectare via adubação de plantio no sulco, e a mineralização do nitrogênio contida na  matéria orgânica e na palhada da soja foram suficientes para resultar boas produtividades da cultura. O resultado torna claro que a tecnologia adota para o cultivo de milho safrinha é diferente da tecnologia ideal para o milho cultivado no verão.

Produtividade do milho safrinha em quatro municípios do estado do Mato Grosso do Sul, em respostas à utilização de diferentes fontes de nitrogênio em cobertura no estágio V3, safrinha 2007.

Durante a pesquisa a Fundação MS concluiu que não houve respostas referentes à aplicação de nitrogênio em cobertura no milho safrinha no estádio V3 nas situações em que o cultivo é feito em solos de alta fertilidade. Por outro lado, utilizando-se quantidades consideráveis do nutriente no sulco de plantio é possível obter altas produtividades sem a necessidade de nitrogênio em cobertura.

Na safrinha 2007, também realizaram-se trabalhos que avaliaram a resposta do milho safrinha a doses crescentes de nitrogênio em cobertura, no estágio V3 (via Super N) nas localidades de Antônio José e Maracaju, no estado do Mato Grosso do Sul. Veja nas tabelas abaixo a descrição dos tratamentos e a produtividade em sacas por hectare em função das doses crescentes de nitrogênio nas localidades citadas.

Descrição dos tratamentos em Antônio João (MS) e Maracaju (MS), contendo doses de nitrogênio em cobertura no estágio V3 e a fonte utilizada, safrinha 2007.


Produtividade do milho safrinha em Antônio João (MS) e Maracaju (MS), em função da utilização de dposes crescentes de nitrogênio em cobertura no estágio V3, safrinha 2007.


Pesquisas realizadas na safrinha 2008


Ao contrário de 2007, na safrinha 2008, pesquisadores constataram que os tratamentos conduzidos afetaram a produtividade do milho safrinha, contudo as diferentes fontes de nitrogênio testadas não diferiram-se apenas da testemunha sem nitrogênio em cobertura que registrou ganho de 13 sacas por hectare. Para os pesquisadores, este ganho é significativo embora a prática da adubação nitrogenada em cobertura não seja justificada em razão dos preços atuais do milho e dos fertilizantes.
 

Descrição dos tratamentos contendo as doses de nitrogênio em cobertura no estágio V3 e a fonte utilizada, safrinha 2007.
 

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