Resultados dos ensaios de fungicidas, no milho safrinha, realizado em Sidrolândia, Dourados e Maracaju

A partir de experimentos, a Fundação MS avaliou o comportamento do milho safrinha à aplicação de fungicidas foliares

Aline Jesus
Defensivos

A Fundação MS avaliou em Sidrolândia o híbrido 2B 710. Mas, apesar do local apresentar boas condições climáticas, não foi possível avaliar qual o melhor fungicida e o melhor momento para sua utilização. Como consequência, também não foi possível desencadear um processo epidêmico de cercosporiose que obteve altos índices em São Gabriel do Oeste. Para os pesquisadores, devido à baixa ocorrência da doença, nem mesmo houve possibilidade de sere observada alguma diferença entre os tratamentos, principalmente o que indica melhor momento de aplicação e ao fungicida mais eficiente.A partir desses resultados, expostos com mais detalhes no documento em anexo, o produtor ao perceber baixa severidade das cercosporiose, encontrará bons resultados ao utilizar fungicida nos estádios mais precoce da cultura (V8-V10).


Ensaio realizado em Dourados e Maracaju

O cenário muda nas regiões de Dourados e Maracaju que apresentaram condições climáticas menos favoráveis da cercosporiose, em comparação com Sidrolândia e São Gabriel do Oeste. Nos ensaios realizados, os pesquisadores não observaram nenhum indício de resposta aos respectivos híbridos AGN 30S06 e P30F35 testados. Em razão do período de estiagem de chuvas (40 dias) em Maracaju, entre os meses de junho e julho as respostas econômicas à aplicação de fungicidas no milho safrinha foi limitada em 2008. Para a Fundação MS, esses fenômenos foram a principal causa para a não incidência de doenças, assim como restringiram a produtividade do milho safrinha. Por outro lado, sob mesmas condições climáticas, em Dourados a produtividade ficou acima da média da região obtendo-se em média 113 sacas por hectare.

Os pesquisadores alertam os produtores que a região Centro Sul de Mato Grosso do Sul é considerada uma região de transição climática, fato que torna difícil de se prever a ocorrência de epidemias de doenças fúngicas em milho safrinha. A fase fenológica da cultura é outro aspecto que a Fundação MS considera importante, principalmente o que pode vir a ocorrer em termos de precipitação e temperatura antes do pendoamento do milho. Após esta fase, outros fenômenos climáticos podem também podem acontecer depois da colheita, como por exemplo, estiagens na fase de enchimentos de grãos e geadas, comprometendo o retorno do investimento com o fungicida.

O produtor não pode esquecer que assim como as sementes, o adubo, os inseticidas e herbicidas, o processo de cultivo do milho safrinha também sofre risco de perda toral ou parcial. Desta forma, a utilização de fungicida deve ser baseada nas mesmas regras de cultivo de milho safrinha, como por exemplo, escolha de talhões mais férteis, híbridos mais produtivos entre outros.

Os resultados com relação à produtividade de milho safrinha em Dourados com aplicação de fungicidas podem ser consultados no documento em anexo.


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