A eficiência de fungicidas no controle de manchas foliares foi testada e aprovada, mas deve-se observar que os ensaios foram montados em locais com alta pressão de inóculo e com duas aplicações de fungicida. Apesar de não haver diferença estatística, aconteceram respostas de até 24,2 sacas por hectare, em áreas aplicadas, o que indica que alguns híbridos podem ser mais responsivos que outros.
Tanto para a aplicação em V8, quanto para a aplicação no pré-pendoamento, não houve interação híbridos versus fungicida, indicando que o desempenho dos híbridos foi independente da ação do fungicida. A aplicação de fungicida no estágio V8 não proporcionou aumento de produtividade, já que não houve diferença estatisticamente significativa entre as parcelas aplicadas e não aplicadas. Houve uma diferença estatística entre as médias produtivas do híbridos testados, variando de 127,1 a 169,1 sacas por hectare, e com média geral do ensaio de 146,1 sacas por hectare. Confiras nas tabelas.
A pesquisa concluiu que houve uma maior tendência de resposta à aplicação de fungicidas no estágio de pré-pendoamento (com ganho de 4,0 sacas por hectare), apesar da não diferença entre as médias produtivas de híbridos que receberam e que não receberam aplicação de fungicida, como mostra a tabela a seguir.
Há uma tendência de híbridos com maior potencial produtivo serem mais responsivos à aplicação de fungicidas, é o que mostra os grupos ranqueados. Entre os grupos estatisticamente diferentes, dos de letras “a” e “b”, 53,0% responderam à aplicação do fungicida com mais de 4,0 sacas por hectare. Já nos de letras “d” e “e”, 33,3% tiveram uma frequência de resposta acima de 4,0 sacas por hectare.
Estabelecendo uma relação entre a severidade e a diferença entre parcelas aplicadas e não aplicadas – severidade versus resposta produtiva dos híbridos –, houve uma correlação negativa significativa entre as médias. Portanto, os híbridos com maior respostas foram aqueles que apresentaram menor severidade de doenças na testemunha. Concluiu-se que os híbridos com maior tolerância a doenças tendem a ter melhor resposta quando se faz uma só aplicação, já os mais sensíveis, apenas uma aplicação pode não ser suficiente para lhe garantir o potencial produtivo.
Observou-se que houve fraca e não significativa correlação negativa entre severidade de doenças foliares e produtividade, ou seja, quanto maior a severidade, maiores os danos. Houve também correlação negativa entre severidade na testemunha e produtividade com aplicação de inseticidas, onde os híbridos com baixa severidades tiveram maiores produtividades. Ao testar fungicidas no controle de cercosporiose, encontraram correlação negativa entre áreas tratadas e severidade na testemunha, indicando que menores severidades proporcionam melhores produtividades.
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