Resultados dos testes sobre a resposta do milho às doses de fertilizantes na ILP

Nos tratamentos adubados, as produtividades médias foram superiores a 100 sacas por hectare, acima das médias do Estado nas safras anteriores

Margareth Santos
Manejo

Os testes indicaram uma resposta altamente significativa à adubação no sulco de plantio em cada um dos municípios e, da mesma forma, com a adubação nitrogenada em cobertura. Ocorreu ainda interação entre o fator adubação de plantio e o fator adubação nitrogenada em cobertura, de tal modo que a resposta à adubação nitrogenada variou em função do nível de adubação no sulco de semeadura e vice-versa.

Verificou-se que na testemunha, sem o uso de adubo no sulco de plantio e sem aplicação de nitrogênio em cobertura, não se atingiu produtividades satisfatórias, as quais ficaram abaixo de 80% do rendimento potencial, em torno de 65,6 sacas por hectare. Nos tratamentos adubados, as produtividades médias foram superiores a 100 sacas por hectare, acima das médias do Estado nas safras anteriores, o que evidencia a viabilidade da cultura do milho, no sistema de Integração Lavoura Pecuária (ILP) e na rotação de culturas.

Houve respostas expressivas à adubação nitrogenada em cobertura, que foi maior na ausência de adubação no sulco. E as respostas à adubação no sulco foram expressivas e ocorreram de forma mais intensa na ausência de nitrogênio em cobertura. Isso está relacionado à alta demanda do milho em relação ao nitrogênio, fósforo e potássio e à imobilização temporária do nitrogênio no processo de decomposição da palhada de Brachiaria que o antecedeu.

Confira na tabela a resposta do milho à utilização de doses crescentes de nitrogênio em cobertura (0, 50, 100 e 150 quilos de nitrogênio por hectare) em V3 (3 folhas) na forma de nitrato de amônio, com o uso de diferentes doses de adubo no sulco de semeadura (0, 200 e 400 quilos por hectare) na forma 08-20-20.
 

Produtividade do milho (sacas por hectare), safra 2007/2009, em resposta a doses de adubo no sulco de plantio e nitrogênio em cobertura. Maracaju (MS). Fonte: Fundação MS, 2008.


As metas de produtividade em torno de 100 sacas por hectare são possíveis, com médios investimentos em adubação (adubação de reposição da exportação) nos solos arenosos pobres em matéria orgânica, na região sul do Mato Grosso do Sul, e viabilizam a cultura do milho como uma alternativa no sistema ILP. Metas superiores, em torno de 120 sacas por hectare, também são possíveis e uma opção quando se dispõe de recursos financeiros para a correção prévia do solo e uma boa adubação no sulco e em cobertura.

 

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