RN faz com sucesso experiência de Agricultura de Baixo Carbono

Experiência é desenvolvida há quase três anos utilizando como cultura principal o algodão, com rotação com as culturas de sorgo, milho e feijão caupi

Emparn
Manejo

A Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN) promoveu, na semana passada, uma palestra no auditório da Secretaria da Agricultura, da Pecuária e da Pesca (SAPE), para mostrar os benefícios da prática da agricultura de cultivo direto, para a redução das emissões de carbono. A palestra foi proferida pelo pesquisador da Embrapa Algodão, de Campina Grande, PB, Valdnei Sofiatti, para técnicos, especialistas e interessados. Estavam presentes o secretário da Agricultura, José Simplicio de Holanda e o diretor-presidente da EMPARN, José Geraldo Medeiros da Silva.

A experiência é desenvolvida há quase três anos na Estação Experimental de Apodi, da EMPARN, utilizando como cultura principal o algodão, com rotação com as culturas de sorgo, milho e feijão caupi. O plantio direto é uma prática disseminada em várias regiões do País, como nos cerrados onde acontece a grande produção de grãos do Brasil, especialmente, de soja e milho. Na região Sul quase todos os produtores de grãos utilizam essa técnica.

Segundo Valdnei Sofatti, nas experiências realizadas no Rio Grande do Norte a produtividade chega a ser de cinco mil quilos por hectare de algodão, semelhante à produtividade nos Cerrados. Os experimentos são realizados em quatro hectares irrigados. O plantio direto tem várias vantagens, sendo a principal delas a de reduzir a emissão de carbono na atmosfera. Também são vantagens apontadas pelo pesquisador a possibilidade de obter-se três safras no mesmo ano agrícola, aumentando assim a receita do produtor rural do Nordeste a melhoria da estrutura física do solo no longo prazo, com o aumento do teor de matéria orgânica e, ainda, a redução da perda de água por evaporação. Evita ainda os efeitos negativos no solo com o uso de grade aradora, uma prática constante no Nordeste.

No cerrado, o plantio direto vem aumentando o volume da safra brasileira, ao permitir a colheita da safra e da safrinha. No Rio Grande do Norte, a EMPARN vai repassar a técnica para os produtores rurais, mostrando a necessidade da preservação do solo do semiárido, que tem baixa capacidade de estocagem de carbono por ser um solo raso, em torno de 60cm.