Secagem de sementes de aveia branca

Testes de germinação e do potencial embrionário da espécie são realizados com temperaturas que variam de 38ºC a 67°C

Breno Fonseca
Sementes e Mudas

O título “Secagem estacionária de sementes de aveia branca empregando diferentes temperaturas do ar” já resume um dos objetivos da pesquisa realizada no Instituto Agronômico do Paraná (Iapar). Além do estabelecimento da temperatura máxima para secagem da Avena sativa L., o estudo verifica a influência do calor na qualidade fisiológica das sementes após a secagem e o armazenamento.

Responsável pelo projeto, o pesquisador Dirk Claudio Ahrens explica que as sementes de aveia branca, cultivar UFRGS 14, com teor de água inicial de 21%, foram submetidas à secagem em estufa, sem ventilação forçada de ar, até alcançarem o teor de água de 13%. Os tratamentos foram constituídos por seis temperaturas de secagem do ar: 38, 45, 50, 55, 60 e 67ºC, com três repetições. Foram feitos testes de germinação, classificação do vigor do embrião, envelhecimento artificial, índice de velocidade e porcentagem de emergência em campo, após a secagem e aos seis meses de armazenamento.

Dirk Ahrens ressalta que a prova de classificação da força da plântula acusa diferenças significativas para os valores de 60 e 67ºC, nas duas épocas de avaliação. No entanto, os experimentos avaliando a germinação, o envelhecimento artificial e a emergência em campo não mostraram diferenças consideráveis.

A análise e interpretação dos resultados da pesquisa ainda mostram que 55°C é a temperatura máxima da secagem estacionária da semente de aveia branca, sem ventilação forçada. De acordo com o pesquisador, o potencial das sementes é prejudicado quando submetidas a valores acima de 55°C, embora a germinação não tenha sofrido prejuízos, mesmo com temperaturas de até 67°C.

— Na secagem estacionária, a temperatura da massa de sementes fica mais próxima do ar de secagem, e a umidade do ar exerce forte influência na secagem das sementes – garante Dirk.