O Grupo de Repressão a Crimes Rurais e de Divisas, recém-criado pela Polícia Civil, foi apresentado na tarde desta quinta-feira (19), a produtores rurais na sede da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg). O secretário estadual de Segurança Pública, João Furtado, a delegada-geral da Polícia Civil, Adriana Accorsi, o delegado-adjunto do grupo de repressão, Gylson Mariano Ferreira e o tenente coronel do Comando Geral da PM, Juverson Augusto de Oliveira foram recebidos pelo presidente da Faeg, José Mário Schreiner.
De acordo com o secretário, João Furtado, o grupo recebeu uma sede em Goiânia onde estão alocados dois delegados e três agentes e atuará no interior com um efetivo virtual. As ações do grupo nos municípios terá o apoio de outros comandos regionais, sobretudo, de efetivos do Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (Genarc). Também haverá o apoio de uma delegacia móvel, que se trata de escritório montado dentro de uma van e com agilidade para se deslocar até as ocorrências.
O delegado-adjunto, Gylson Mariano explicou aos produtores presentes que nos próximos dias será realizada uma reunião com os delegados regionais para esclarecer como serão os trabalhos de intensificação da repressão a crimes rurais. O secretário adiantou que para reforçar os trabalhos, nos próximos meses, serão adquiridas 100 caminhonetes que equiparão o efetivo no interior, as aeronaves da Polícia Civil e da Polícia Militar também darão o apoio, e uma outra aeronave será destinada ao Comando de Ações Especiais.
Intensificação
Repressão que já vem sendo ampliada, de acordo com a delegada-geral da Polícia Civil, Adriana Accorsi. Ela relembrou que na semana passada um rebanho de 160 rezes foi recuperado em Catalão e ações de monitoramento de cargas nas rodovias goianas se tornaram mais frequentes.
Ao ser questionado pelo presidente da Faeg, José Mário Schreiner a respeito da criação de um Batalhão Rural, o secretário João Furtado explicou que ainda não há estrutura suficiente para que o batalhão atue da forma devida. Faltam veículos adequados, o efetivo é escasso e há a necessidade de concurso público para ampliação do quadro. A solução, segundo o secretário, seria criar um Batalhão Virtual, com recursos destinados para sua atuação, mas com o apoio de outros comandos, da mesma forma com que está ocorrendo com o Grupo de Repressão a Crimes Rurais e de Divisas.
Para apoiar essa nova fase dos trabalhos de repressão a crimes rurais, José Mário assumiu o compromisso de reeditar a cartilha de segurança rural da Faeg com orientações aos produtores. A cartilha, lançada em 2009, trazia informações de prevenção a crimes e de procedimentos em caso de se tornar uma vítima. As Polícias Civil e Militar também apoiarão na reedição do material educativo.