Sementes de trigo passam por tratamento para avaliar mancha amarela

O objetivo é alcançar a redução do uso de pesticidas na cultura do trigo e a diminuição dos gastos, através do uso de bactérias.

Aline Jesus
Doenças

Manchas nas folhas, causadas por fungos, são as responsáveis pelo baixo rendimento de grãos de trigo.Causada pelo Pyrenophora tritici-repentis, a mancha amarela é considerada uma moléstia de difícil controle, em razão do fungo ter chances de sobrevivência em restos culturais.

Segundo a Embrapa Trigo, os processos defensivos contra estas moléstias são os controles cultural e químico. Utilizando bactérias como bioprotetores, a Instituição vem desenvolvendo experimentos há anos, na busca pela redução do uso de pesticidas na cultura do trigo e na diminuição dos gastos.

Os pesquisadores realizaram um experimento que avaliou a eficiência do tratamento de sementes, com produtos químico e biológicos, no controle da mancha amarela. As sementes das cultivares Guabiju e BRS 208 foram submetidas a doze tratamentos: Bacillus amyloliquefaciens, Bacillus megaterium, Curtobacterium pusilon, Pantoea agglomerans, fungicida (tebuconazole) e testemunha, todos testados com e sem resina (Levanyl®).

No campo experimental, três repetições foram realizadas de cada tratamento, delineadas em blocos ao acaso. Os pesquisadores retiraram três sub-amostras, de cada repetição, para avaliar o peso de mil grãos. Em todas as cultivares avaliadas, o tratamento com a bactéria Bacillus megaterium foi o único que apresentou aumento significativo, comparado com o tratamento com fungicida.