Os produtores de feijão precisam estar muito atentos na hora da compra das sementes. De nada adianta um bom manejo, aplicações químicas e planejamento se a semente já vier infectada. O produtor vai estar plantado o inóculo da doença na sua plantação e só vai se dar conta quando ela já estiver comprometida. Existem sementes certificadas por laboratórios e o produtor deve exigir do vendedor esta certificação. O cuidado tem que ser grande porque a maioria das doenças do feijoeiro, causadas por fungos e bactérias, podem ser transmitidos pelas sementes.
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— Com o patógeno instalado já na semente a epidemia da doença já começa no estágio mais inicial da cultura. A taxa de germinação é reduzida, assim como o vigor e o estande da cultura. Estes fatores influenciam na produtividade que também pode ser reduzida. A semente pode manter o patógeno viável por muito tempo e pode estar introduzindo um novo patógeno na área ou aumentando o inóculo primário daquele patógeno — explica a pesquisadora Margarida Fumiko Ito, diretora do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Fitossanidade do Instituto Agronômico de Campinas.
Com o patógeno já na semente não só a evolução da doença será mais agressiva, podendo causar mais perdas como os gastos do produtor serão muito maiores. Isto porque o controle da doença terá que ser feito de forma mais intensiva e, provavelmente, o número das aplicações fúngicas será aumentado. A pesquisadora explica que mesmo que a produtividade não seja tão afetada e o produtor consiga controlar de forma satisfatória a doença, a qualidade do produto será afetado.
As principais doenças causadas por fungos e bactérias e transmitidas pelas sementes de feijão são a antracnose, a mancha angular, a mancha de alternária, a murcha de fusarium, o mofo branco, a podridão cinzenta do caule, a podridão radicular seca e a podridão radicular de rizoctonia.