Representantes de toda a cadeia nacional da erva-mate participarão, em Curitiba, de 5 a 7 de outubro, de um evento para discutir a modernização do cultivo da planta e a diversificação do uso do produto. O seminário Erva-Mate XXI será realizado pelo Instituto Emater PR, pertencente à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, pela Embrapa Florestas, PUC-PR, Ibramate, Associação dos Engenheiros Agrônomos do Paraná e Instituto de Florestas do Paraná.
Segundo o engenheiro agrônomo Amauri Ferreira Pinto, coordenador estadual do projeto Madeira, da Emater, a erva-mate, que já é bastante consumida em estados do Sul do Brasil além de Argentina, Uruguai e Paraguai, começa a ser também introduzida no mercado mundial, especialmente nos Estados Unidos e Europa, como matéria-prima para a elaboração de bebidas, remédios, cosméticos e suplementos alimentares.
"O objetivo do evento é colocar para o debate estudos científicos que inovam a forma de se fazer o cultivo e diversificam o uso do produto. São trabalhos que podem desafiar as organizações ligadas a esta cadeia produtiva a planejar estratégias para uma inserção mais agressiva nesse negócio, levando em conta a conjuntura atual do Mercosul e ainda o potencial de crescimento do consumo em outras partes do mundo", diz Amauri.
Principal produto
A erva-mate foi importante para o desenvolvimento de muitos municípios do Sul do Brasil. É o principal produto não madeireiro do agronegócio da região. Segundo o IBGE, em 2013, o País colheu cerca de 515 mil toneladas do produto, cultivado numa área de 67 mil hectares. O Rio Grande do Sul é o principal produtor, com 265 mil toneladas colhidas anualmente, seguido do Paraná com 195 mil toneladas. Segundo Amauri, o setor, que já passou por um ciclo de prosperidade, viveu um período de estagnação, com a queda nos investimentos e desenvolvimento de tecnologias, agora mostra uma reação positiva. “Tem um potencial de expansão, mas precisa evoluir na forma de manejo dos ervais e de beneficiamento da matéria-prima", afirma ele.
O extensionista da Emater explica que 80% da safra nacional de erva-mate são destinados para o consumo interno, basicamente como chimarrão, apenas 4% na forma de chás e outros usos. No Paraná, a planta é encontrada em 151 municípios, concentrados na região Centro-Sul. O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura, apurou que em 2013 a cultura gerou uma receita bruta de R$419 milhões para os produtores paranaenses. A colheita sai de ervais nativos ou plantados, principalmente de pequenas e médias propriedades.
Os promotores do seminário Erva-Mate XXI contam com a parceria de várias instituições, entre elas as universidades federais do Paraná, de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul e de Santa Maria (RS), a Universidade Estadual de Ponta Grossa, a PUC-PR, Universidade do Estado de Santa Catarina, Instituto Agronômico do Paraná, Epagri (SC), além de instituições da Argentina (Inta e NNYM), do Paraguai (CYP), Emater-RS, Crea-PR, Federação da Agricultura do Paraná, Casa Familiar Rural, Instituto Federal de Santa Catarina e associações de produtores.
Serviço
Seminário Erva Mate XXI
Data: 5 a 7 de outubro
Local: Auditório Tristão de Ataíde, PUC-PR – Curitiba
Público: Técnicos, pesquisadores, produtores, representantes do setor ervateiro e autoridades
Informações: (41) 3250 2206 (Emater) ou (41) 3675 5633 e 3675 5772 (Embrapa Florestas)
Seminário debate modernização do cultivo e diversificação do uso da erva-mate
Muito consumida em estados do Sul do Brasil além de Argentina, Uruguai e Paraguai, erva-mate começa a ser também introduzida no mercado mundial, especialmente nos Estados Unidos e Europa
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