Seminário discute uso do bambu na construção civil

Áreas ocupadas por bambu nas florestas iniciam na Cordilheira dos Andes, em território peruano e boliviano, e se estendem pelo Acre até o sul do Amazonas

Embrapa Acre
Manejo

Nesta terça-feira, 3 de dezembro, acontece o seminário “Bambu: Inovação Tecnológica na Construção Civil”, a partir das 8h30, no anfiteatro Garibaldi Brasil, da Universidade Federal do Acre (Ufac). O objetivo é discutir as potencialidades de uso do bambu na construção, já que o Acre possui uma grande reserva nativa da espécie.

O evento, organizado pela Embrapa Acre, Serviço de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae/AC), Ufac e Governo do Estado, por meio da Fundação de Tecnologia do Acre (Funtac), reúne extrativistas, marceneiros, profissionais e estudantes de Engenharia Civil e Arquitetura. Dentre os palestrantes, está o engenheiro agrônomo Danilo Cândia, da empresa Bambu Carbono Zero, da arquiteta Marlúcia Cândida, da representante da Secretaria de Obras Públicas (Seop), Carolina Sgorla, Dixon Gomes Afonso, da Funtac e do designer Bruno Imbroisi, da Embrapa.

No Brasil, houve, em 2011, aprovação da lei que instituiu a Política Nacional de Incentivo ao Manejo Sustentado e ao Cultivo do Bambu, bem como a assinatura do Memorando de Entendimento sobre Cooperação Bilateral em Ciência e Tecnologia na área de desenvolvimento e inovação em Bambu, entre o Brasil e a China.

A Embrapa Acre, ciente das potencialidades do bambu, das demandas e oportunidades que serão geradas por meio dessas ações mencionadas acima, desenvolve desde 2009, pesquisas com o objetivo de apoiar a inclusão desta gramínea como política pública no âmbito do Governo Federal e viabilizar a cadeia produtiva do bambu, como opção de desenvolvimento sustentável.

Segundo o pesquisador da Embrapa Acre, Elias Miranda, os tabocais localizados no sudoeste da Amazônia são considerados a maior reserva de bambus nativos do mundo. “As áreas ocupadas por essas florestas se iniciam na Cordilheira dos Andes, em território peruano e boliviano, e se estendem pelo Acre até o sul do Amazonas. Cerca de 70% do território acriano é composto por florestas com a presença de bambu. Isso representa um potencial de produção enorme, ainda inexplorado”, afirma.