Diversos pontos da produção de morango, mirtilo e butiá serão discutidos no V Simpósio Nacional do Morango, que acontece de 21 a 23 de setembro, em Pelotas, Rio Grande do Sul. O pesquisador Ivan Almeida, da Embrapa Clima Temperado, será um dos palestrantes e vai falar sobre as regiões potenciais para a produção de mirtilo e morango no Estado. Ele diz que a Serra Gaúcha é a melhor opção por conta das condições climáticas e da altitude elevada. Outra área potencial de produção é a região em torno de Pelotas.
|BARRA_AUDIO|
— A cultura do mirtilo é pouco conhecida ainda do público em geral, mas ela tem potencial nas regiões mais frias do País, onde as horas de acúmulo de frio ficam acima de 300 horas. A Região Serrana, em localidades acima de 500 m de altitude, é a ideal para o mirtilo e morango por conseguir acumular muitas horas de frio e manter a temperatura máxima abaixo dos 27ºC no período de primavera-verão — explica Almeida.
De acordo com o pesquisador, uma consequência positiva da produção serrana é o prolongamento do período de produção, já que a região consegue manter a temperatura amena mesmo no verão. Almeida destaca que a expansão destas culturas está muito ligada ao mercado consumidor porque elas têm o tempo de prateleira muito curto e precisam ser consumidas rapidamente. Uma das medidas para expandir o mercado seria o investimento em frutas minimamente processadas.
— A possibilidade de expansão, tanto do morango quanto do mirtilo, está muito vinculada à capacidade do mercado de absorver este tipo de produto. Em geral, estas frutas têm um tempo de prateleira muito curto e a produção delas é muito frágil neste sentido de prolongamento de prateleira. Um mercado que pode se desenvolver bastante em função desta demanda é o de frutas minimamente processadas, porque o período de venda deste período in natura é muito curto — ressalta.