Em razão das práticas agrícolas pastorais e madeireiras em uso pelos produtores, o semiárido brasileiro sofre hoje com a degradação ambiental devido à destruição da flora e da fauna, erosão de solos e assoreamento dos mananciais. Para evitar essa situação, a Embrapa Caprinos e Ovinos desenvolveu um Sistema de Produção Agrossilvipastoril denominado SAF Sobral que agrega atividades agrícolas, pastorais e florestais, além de contribuir na degradação da Caatinga. O objetivo do sistema é garantir a estabilidade da produção, elevar a produtividade da terra, além de fixar o homem no campo com meios apara alcançar a sustentabilidade ambiental, econômica e social na exploração da propriedade familiar do semiárido.
Na prática, os pesquisadores dividiram a área em 20% para atividades agrícolas, 60% para pastoris e 20% como reserva florestal. A área destinada á agricultura é preparada no verão, sendo feito o raleamento da vegetação lenhosa da caatinga sem deixar de se preservar a mata ciliar dos riachos e nascentes e 200 árvores por hectare. Culturas agrícolas, como o milho, o sorgo a mandioca entre outras, são implantadas no início das chuvas. Ao lado destas e nas faixas entre os cordões escolhe-se uma leguminosa forrageira (leucena, gliricídia) perene para fertilização do solo (adubação verde) e alimentação dos animais (feno).
Na área para pastoris, o produtor deve preservar cerca de 400 árvores por hectare e mata ciliar. Se os animais em produção forem caprinos, deve-se fazer o rebaixamento da espécies forrageiras lenhosas com 20 centímetros. Os pesquisadores acreditam que esta prática aumenta a rebrotação, além de disponibilizar forragem que servirá como pastagem de manutenção de um rebanho de 20 ovelhas ou cabras. Já a de reserva florestal é utilizada sob manejo silvipastoril para manutenção do rebanho em um período de 30 dias no início e no fim das chuvas. Outra opção de instalação nesta área seria um apiário.
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Características e vantagens do Sistema de Produção Agrossilvipastoril