Um único sistema de sangria para todos os clones plantados, esse era o modelo utilizado em São Paulo desde o início das plantações de serigueiras no Estado. Mas, tal qual os seres humanos, as plantas também possuem genótipos diferenciados. E assim como os animais, as árvores, de uma maneira geral, respondem diferentemente aos tipos de tratamento. Para identificar qual sistema seria mais adequado a determinado genótipo, foi realizado pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC) o estudo das “Avaliações Agronômica e Econômica de Sistemas de Sangria em Clones Produtivos de Seringueira”.
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"Ao identificar o melhor |
— Trabalhamos com os RRIM 600, GP1, PR255, PR261, PB235, PB217, PB330 e IA873, clones indicados para o Estado de São Paulo e que possuem alta produção. O material foi plantado e a pré-sangria, ou seja, o seu crescimento, avaliada. Após alguns anos, foram aplicados para cada tipo de genótipo os diferentes sistemas de sangria, de acordo com as observaçõs registradas — explica o coordenador, Dr. Paulo de Souza Gonçalves.
Durante a pesquisa, foram testados vários sistemas de sangria: testemunha (D2), onde a sangria é realizada em dias alternados, no total de dois hectares ao dia; D3, que a cada três dias efetua uma sangria, totalizando seis hectares; D4, com a sangria a cada quatro dias, num total de oito hectares; D5, sangrando a cada cinco dias, totalizando dez hectares; D7, onde uma vez por semana a planta é sangrada, no total de 12 hectares. Em todos os sistemas foram utilizados estimulantes a 2,5% e 5% e, dessa forma, foi possível avaliar que sistema se adapta melhor a cada tipo de clone.
Sistemas que geraram mais lucros
Os resultados do experimento revelaram que, em relação ao RRIM 600, que é o clone mais plantado em São Paulo, o melhor sistema de sangria adotado foi o D3, com estimulação a 2,5%. Ele deu um ganho líquido de 47% sobre a testemunha, que é o sistema D2. Em relação ao GP1, que é um clone da Malásia, o melhor sistema adotado foi o D7, também com uso de estimulantes a 2,5%, dando uma rentabilidade 61% superior em relação ao sistema D3, utilizado normalmente. Para o PR 255, o melhor sistema adotado foi o D3, a 2,5%, que rendeu 43% a mais do que a testemunha, que é o sistema D2. No clone PB235, o mais eficiente foi o sistema D7, a 2,5%, que gerou um ganho de 14% em relação à testemunha, que é o D2. O IA873 rendeu 39% em relação à testemunha com o uso do sistema D7. Já no caso do PR 261, o melhor rendimento foi obtido no sistema D4, com estimulação a2,5%, gerando um ganho 92% superior à testemunha.
— As avaliações agronômica e econômica trouxeram para o produtor um retorno financeiro grande, graças à identificação do melhor sistema de sangria para cada clone usado no seringal. Isso vai lhe dar mais rentabilidade por hectare, em torno de 50% a mais de ganhos, uma vez que ele vai economizar com despesas de mão-de-obra durante a cultura — afirma Gonçalves.
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