Sistemas agroflorestais consorciados com guariroba

A Embrapa Cerrados e a Embrapa Milho e Sorgo realizaram um trabalho para avaliar o crescimento da guariroba em sistemas agroflorestais e em plantio solteiro como testemunha

Redação
Manejo

A Embrapa Cerrados e a Embrapa Milho e Sorgo realizaram um trabalho para avaliar o crescimento da guariroba (Syagrus oleracea Becc.) em sistemas agroflorestais e em plantio solteiro como testemunha.
 
O experimento foi instalado em Latossolo Vermelho-Amarelo distrófico, localizado em Planaltina (MS). O delineamento adotado foi o de blocos ao acaso com três repetições. Os tratamentos foram: mogno, nim indiano e seringueira em monocultivo; cada um dos três também consorciados com a guariroba; e a guariroba em monocultivo.
 
As mudas de mogno foram produzidas com sementes obtidas de árvores matrizes selecionadas pelo Departamento de Parques e Jardins do Distrito Federal e as mudas de nim indiano, com sementes do Centro de Pesquisa Agropecuária do Trópico Semi-árido de Petrolina (PE). Já o material de seringueira usado foi o clone RRIM 600 em função da alta produtividade em látex e por ser material recomendado para o cerrado.
 
Cada parcela da espécie florestal corresponde a 20 plantas no espaçamento de 9 x 6 metros, sendo as seis centrais as plantas úteis. A parcela de guariroba ocupa uma área de 54 metros quadrados no espaçamento de 3,0 x 0,5 metros. O controle de ervas daninhas foi feito pela combinação de tratamentos mecânicos (roçadeira mecanizada) e químico (herbicida).
 
O plantio foi efetuado em sulcos de 40 centímetros de profundidade e a seguinte adubação por metro de sulco: calcário dolomítico (300 g); superfosfato simples (350 g); cloreto de potássio (20 g); bórax (5 g); sulfato de cobre (8 g); sulfato de manganês (4 g) e sulfato de zinco (4 g); esterco de curral 10 litros/cova. A adubação de manutenção consistiu na aplicação de nitrocálcio (40 g/planta) e cloreto de potássio (20 g/planta) sendo as aplicações efetuadas aos 30 e 60 dias após o plantio. Para a cultura da guariroba, foi efetuada a correção do solo com 22 quilos por parcela de fosfato natural aplicadas a lanço.
 
O plantio da guariroba foi efetuado em sulcos de 40 centímetros de profundidade, utilizando-se a seguinte adubação de plantio por metro de sulco: 300 gramas de calcário dolomítico, 350 gramas de super simples, 20 gramas de cloreto de potássio, 5 gramas de bórax, 8 gramas de sulfato de cobre, 4 gramas de sulfato de manganês e 4 gramas de sulfato de zinco. A adubação nitrogenada foi efetuada aos 20 e 50 dias após o plantio com a aplicação parcelada de 50 gramas de ureia por metro de sulco. Foram aplicados anualmente em dezembro, janeiro e março 30 gramas de sulfato de amônio e 10 gramas de cloreto de potássio/planta como adubação de manutenção.
 
Aos 43 meses de idade, foram avaliadas a altura, a circunferência e a sobrevivência das espécies florestais e o diâmetro a 20 centímetros do solo, altura de inserção das folhas e a sobrevivência da guariroba. Os dados foram submetidos à análise de variância pelo teste de F e as médias comparadas pelo teste de Tukey.
 
Os resultados permitem concluir que o cultivo de seringueira, mogno e nim indiano não afetaram o crescimento em diâmetro e altura de inserção de folhas nem a sobrevivência de guariroba. As espécies florestais apresentaram maior crescimento, tanto em altura como em circunferência, quando consorciadas com guariroba.

Para saber mais, consulte o documento na íntegra.