A redução do teor de proteína bruta presente nas rações à base de milho e farelo de soja, tradicionalmente consumidas pelos animais monogástricos, é o princípio do projeto de Wagner Aziz Araújo, doutorando em zootecnia pela Universidade Federal de Viçosa (UFV). No entanto, o conceito de suplementar a alimentação de suínos, aves e peixes com aminoácidos sintéticos limitantes é universal e vem sendo estudado desde os anos 1960.
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"A maior concentração |
A confecção dessas dietas otimiza a retenção proteica no organismo do animal, diminuindo os custos de alimentação e a excreção de nitrogênio. Outro aspecto econômico importante é a maior acessibilidade dos produtores a esses materiais, à medida que já são produzidos em larga escala.
— Os aminoácidos sintéticos são isolados a partir de cultura de microorganismos (bactérias e leveduras) cultivados utilizando a cana-de-açúcar como substrato — explica Araújo.
Além de uma queda de 25% de emissão de dejetos da granja para o meio ambiente, os ensaios desenvolvidos mundialmente vêm demonstrando resultados muito positivos com relação à área de lombo e à porcentagem de peito.
— A maior concentração de proteína ideal aumenta o rendimento de carnes nobres nesses animais, que ficam mais pesados e com menor percentual de gordura. Essas características valorizam a carcaça junto aos abatedouros — diz ele.
Os índices aferidos, principalmente pelos diversos experimentos nacionais de metabolismo conduzidos em campo e laboratório, aliados a alguns dados de desempenho das experiências realizadas em países como a França e Estados Unidos, deram origem à tabela brasileira de exigência e porcentagem de nutrientes.
