Todos no nordeste sofrem muito no período de seca, sejam os animais, as plantações, as próprias pessoas. Mas os ruminantes ficam muito vulneráveis sem terem alimento de qualidade, já que as pastagem praticamente desaparecem. Para resolver o problema de nutrição dos animais, a Emepa (Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba) está transformando as raízes e partes aéreas da mandioca em suplemento de ração, com alto teor proteico e energético.
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Os resultados, ainda não conclusivos, mas já chamam a atenção. As vacas que antes produziam de seis a oito litros por dia, depois que começaram a comer a ração com suplemento de mandioca, passaram a produzir de 12 a 15 litros de leite, ou seja, dobraram a produção leiteira. O gado de corte engordou, em média, 600 gramas por dia. Para disseminar a técnica, a Emepa tem organizado reuniões pelo Nordeste, onde tem distribuído variedades de mandioca com resistência à podridão radicular (principal doença da cultura) e com alta produtividade.
— Na época seca do ano, que vai de setembro até janeiro, a indisponibilidade de pastagem é muito cruel. Então, nós precisamos de alternativas alimentares para a sobrevivência dos animais. A mandioca integral é um dos melhores alimentos para os animais nesta época. Podemos utilizar este material na forma de feno, na forma in natura e na forma de raspa. É também um trabalho agroecológico, que não utiliza nenhum tipo de químico — explica o pesquisador Elson Soares dos Santos.
Segundo o pesquisador, a parte aérea tem de 20% a 30% de proteína bruta e as raízes da mandioca são muito ricas energeticamente, o que torna o suplemento uma ótima fonte alimentar para os animais e essencial na época de secas no nordeste, que vai de setembro a janeiro.
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