O tamanduá-da-soja (Sternechus subsignatus) é uma praga esporádica que ocorre principalmente em áreas de semeadura direta ou cultivo mínimo. Produz apenas uma geração por ano, a qual tem início com a chegada da estação chuvosa. O inseto se alimenta de caules e raízes, podendo levar à formação de galhas. Os ataques mais severos ocorrem em primeiras semeaduras, nas bordaduras, em áreas com focos de anos anteriores e em lavouras mais precoces.
O adulto é um besouro da família Curculionidae, que mede 8 milímetros de comprimento e tem um bico curvo. A coloração é castanho-escura a preta, com duas faixas longitudinais amarelas no prenoto. Também podem ser observadas duas linhas amarelas oblíquas e umas longitudinal nos élitros. O inseto adulto raspa o caule e ataca a parte aérea das plantas, escarificando o tecido vegetal. Antes de depositar os ovos, os adultos permanecem sobre as plantas de soja. De acordo com a Fundação MS, este é o momento ideal de detectar a presença da praga para o controle adequado.
As larvas são mais prejudiciais que os besouros adultos, alimentando-se dos caules e raízes e levando à formação de galhas. As larvas, de coloração que varia do amarelo claro ao creme, têm a cabeça castanho escuro e não possuem pernas.
Controle
A rotação de culturas com milho, sorgo, girassol ou algodão é uma prática que contribui para a redução das infestações dessa praga, facilitando o controle nas bordaduras na safra seguinte. O controle deve ser feito com pulverizações noturnas desde cedo em área total ou nos focos de adultos com fipronil (15 gramas a 50 gramas por ingredientes ativos por hectares – sem espalhante adesivo) ou metamidofós (480 gramas a 600 gramas por ingredientes ativos por hectares). Em artigo publicado, a Fundação MS recomenda que, associado a isso, seja feito o tratamento de sementes com fipronil (25 gramas a 50 gramas por ingredientes ativos por 100 quilogramas de sementes).
Outra técnica que pode minimizar a ocorrência da praga é o uso de plantas-iscas cultivadas antecipadamente, em função do hábito de aparecer nas primeiras lavouras da região.