Em 2005, a Epamig iniciou um trabalho voltado para propagação de plantas para disponibilizar material vegetativo de qualidade à implantação de pomares de oliveira. A estaquia suplanta o processo por enxertia à medida que reduz à metade o prazo de produção das mudas. A técnica consiste no seccionamento de plantas jovens submetidas a hormônios vegetais e colocadas nas casas de vegetação em ambiente apropriado para enraizamento.
|BARRA_AUDIO|
Gerente da unidade do município de Maria da Fé, o pesquisador Nilton Caetano, explica que enquanto o modelo antigo depende da qualidade do porta-enxerto, o aproveitamento das estacas enraizadas fica em torno de 30%. Então, além de resolver a questão da disponibilidade, o material é gerado a partir de matrizes sanitariamente perfeitas e de alto potencial produtivo.
De acordo com ele, as pesquisas direcionadas para a atividade se intensificaram nos últimos cinco anos, em função das demandas mercadológicas percebidas pelo Governo do Estado. Adelson Francisco de Oliveira, que coordena a equipe do projeto na unidade de Lavras, trouxe a tecnologia da Europa para ser adaptada às condições brasileiras.
Durante dois anos, foram realizados experimentos que contemplaram as adequações com relação à umidade e temperatura controladas, ao substrato de enraizamento, diluição do hormônio vegetal e tempo de imersão. Atualmente, há um comunicado técnico publicado sobre o assunto.
A seleção de variedades oriundas do processo deu origem ao primeiro azeite de oliva extra virgem brasileiro. Entre outras novidades apresentadas no último dia de campo, em 12/02, está um extrator contínuo por centrifugação, adquirido na Itália. E a partir desse ano terá início a produção em escala comercial.