Novas técnicas para aplicação de defensivos na cultura do café garantem melhor aproveitamento do produto, além de garantirem menor impacto ambiental. Esse foi um dos principais temas discutidos na palestra sobre Técnicas Modernas para Aplicação de Defensivos em Cafezais, que aconteceu no 12º Agrocafé, nos dias 21 a 23 de março, em Salvador (BA). A palestra foi ministrada pelo consultor e vice-presidente da Assocafé na região da chapada diamantina Eduardo Vieira.
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Segundo o consultor, já existem testes de novos inseticidas para o controle de brocas que garantem uma menor toxidade para o meio ambiente. Além disso, dentro do conceito de aplicação no campo, técnicas de manejo integrado de culturas e pragas promovem um uso mais racional de defensivos.
– Já no conceito de tecnologia, temos reforçado a importância de utilizar equipamentos atomizadores, que trabalham com maior pressão e fazem com que a calda penetre com mais facilidade, alcançando os dois lados da folha. Portanto, no caso da adubação foliar, o agricultor deve sempre utilizar esses equipamentos – orienta Eduardo.
Vieira recomenda ainda, no caso do cafeicultor que dispõe de irrigação, o uso da quimização, ou seja, aplicar o defensivo via água de irrigação. Segundo ele, a técnica visa não só a redução do custo, como também a diminuição do impacto ambiental.
Para o consultor, os benefícios ao utilizar as técnicas de aplicação são muitos. Entre eles está o controle melhor de pragas e doenças de forma mais racional e com menor custo. Isso gera melhor produtividade e qualidade do produto.
– Se o cafeicultor faz uma aplicação muito bem feita, além do monitoramento desde o início da plantação, ele tende a usar menos defensivos, o que diminui o custo – explica o vice-presidente.
Eduardo aponta ainda os principais cuidados na hora da aplicação de defensivos, além de regras como cumprir toda a legislação rigorosamente, utilizar defensivos que apresentem registro para a cultura em questão e, principalmente, ter muito cuidado para não contaminar fontes de água.
– O produtor deve preservar as pessoas que trabalham no campo e o meio ambiente. Os operadores, por exemplo, devem usar proteção individual, saber como usar e limpar os equipamentos e não deve comer alimentos na hora da aplicação. Após a aplicação, deve ser respeitado o intervalo para o trânsito de pessoas na plantação, o produto deve ser colhido após o período de carência, as embalagens devem ser lavadas três vezes e depois armazenadas para posterior devolução à empresa responsável pelo defensivo – afirma.
