Tecnologia aumenta em 5 vezes produção de mandioca

Embrapa Amazônia Ocidental divulga uso de cultivares que produzem até 25 t/ha e recomenda uso de calcário e NPK, além da adoção do plantio direto

Juliana Royo
Manejo

A mandioca é uma cultura muito popular na Amazônia. Mas muitos produtores da região não usam tecnologias modernas e acabam atingindo produtividades muito baixas, em torno de 5 toneladas por hectare. Isso ocorre porque muitos amazonenses não escolhem materiais produtivos nem fazem a adubação de forma correta. Com o intuito de melhorar a produção dos agricultores, os pesquisadores da Embrapa Amazônia Ocidental estão recomendando o uso das cultivares Mãe Joana e BRS Purus, que têm polpa creme e produtividade que passa das 20 toneladas por hectare.

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— Nós mostramos aos produtores que com o uso de tecnologia eles podem passar de 5 toneladas para 25 toneladas. Para isso, escolhemos uma área relativamente plana, fazemos plantio direto, aplicamos insumos modernos como calcário e NPK. Só que o fósforo é colocado na cova na época do plantio e depois salpicamos o calcário sobre a superfície do solo, em torno de 200g por cova, o que dá duas toneladas de calcário por hectare. Depois de 60 e 120 dias fazemos adubação de cobertura com 67 quilos de ureia e 67 quilos de cloreto de potássio por hectare — ensina o pesquisador Miguel Dias, da Embrapa Amazônia Ocidental.

A cultivar Mãe Joana tem média produtiva de 19 toneladas de mandioca por hectare e 26% de amido. Já a BRS Purus tem produtividade de cerca de 25 toneladas por hectare com teor de amido em24%. Os materiais são recomendados para todas as regiões produtivas do Amazonas e algumas áreas do Pará e Amapá. A Mãe Joana é mais resistente a doenças da cultura e pode ser plantada tanto em terra firme como em várzea, mas a BRS Purus apresenta problemas com as doenças fusário e fitóftora, se for plantada em várzea. Os produtores que se interessarem em planar as cultivares e quiserem entender melhor a forma de adubar corretamente a mandioca devem procurar a ajuda de um extensionista, engenheiro agrônomo da região ou entrar em contato com a Embrapa.