Obtida nos laboratórios da Embrapa Instrumentação Agropecuária, a técnica de recobrimento comestível de alimentos deve chegar ao mercado dentro dos próximos três anos. Proteínas do milho, extraídas do rejeito da indústria de amido, vem sendo utilizadas para a produção de filmes plásticos que, aplicados sobre as frutas, retardam bastante o processo de envelhecimento natural. As pesquisas apontam um aumento de vida útil de até 200%, abreviando não só as perdas do período de pós-colheita, como também os altos custos e implicações ambientais da refrigeração.
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Doutor em físico-química, Rubens Bernardes Filho conta que a tecnologia já está totalmente concluída para pêras e maçãs, por exemplo. Segundo o pesquisador, os experimentos se dedicam a identificar formulações satisfatórias também para outros frutos, como goiabas e castanhas. Para alcançar melhores resultados, os materiais precisam se adequar especificamente às características de cada superfície.
— Esses materiais podem ser isolados de cereais como milho, trigo e arroz, ou mesmo da quitosana encontrada na casca dos crustáceos. Aqui, usamos as proteínas de milho. Purificadas e adicionadas a alguns óleos, essas enzimas têm a capacidade de formar uma película plástica, que pode aumentar muito a vida de prateleira dos produtos agrícolas. Isso representa uma economia substancial para produtores e consumidores. Fortemente aderida à casca, a proteção pode ser ingerida sem causar nenhum problema alergênico ou qualquer outro dano à saúde — explica ele.