Em segundo lugar na produção de café conilon do Brasil, Rondônia tem atualmente cerca de 30 mil produtores, em grande número pertencentes à agricultura familiar. Samuel Magalhães, chefe de pesquisa da Embrapa Rondônia, diz que a iniciativa de orientação do processo irrigatório dos cafezais é uma demanda criada pelo próprio movimento espontâneo de irrigação, devido à necessidade de enfrentar os períodos de seca intensa da Amazônia. No entanto, a falta de água apenas compõe uma série de carências técnicas da cultura na região. Por meio de uma integração entre a unidade local da Embrapa, a Secretaria de Agricultura e a Emater, tecnologias relativas à lavoura cafeeira deverão estar disponíveis em áreas demonstrativas já no próximo semestre.
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A ação tem o intuito de promover discussões com especialistas de café de todo o Brasil acerca dos métodos para elevar o nível da cafeicultura rondoniense. O objetivo maior é chamar a atenção dos produtores e técnicos para os pré-requisitos necessários a uma irrigação bem sucedida. O cafezal precisa estar bem implantado, ter o solo corrigido, adubado e cultivado com material adequado. As podas e outras estratégias de manejo também são fundamentais para se ter uma lavoura preparada.
— Além da importância econômica, a atividade tem grande relevância social, promovendo empregabilidade e fixação de mão-de-obra no campo. Nós temos um grande desafio que é trazer esses avanços tecnológicos para o Estado. Nesse sentido, a Secretaria de Governo criou recentemente o Funcafé Rondônia, fundo com atribuição de financiar o desenvolvimento da cafeicultura regional, aumentando a produtividade, a renda e a qualidade de vida desses agricultores — ressalta o engenheiro agrônomo.