__TESTE__IAC realiza Curso de Agricultura Orgânica

O Instituto Agronômico (IAC-APTA) irá realizar, no próximo dia 12 de setembro, em Piracicaba, o Curso de Agricultura Orgânica. Esse dia de campo tem por objetivo promover a capacitação técnica de produtores orgânicos e integrá-los com pesquisadores. A importância do evento é reforçada pelo fato de esse tipo de agricultura preservar o ambiente, produzir produtos mais saudáveis e, em termos de mercado, estar em expansão.

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Adubação

O Instituto Agronômico (IAC-APTA) irá realizar, no próximo dia 12 de setembro, em Piracicaba, o Curso de Agricultura Orgânica. Esse dia de campo tem por objetivo promover a capacitação técnica de produtores orgânicos e integrá-los com pesquisadores. A importância do evento é reforçada pelo fato de esse tipo de agricultura preservar o ambiente, produzir produtos mais saudáveis e, em termos de mercado, estar em expansão.

Direcionado a técnicos, produtores e estudantes, o curso mostrará, na prática, como melhorar o controle biológico, reconhecer predadores e identificar espécies vegetais que podem auxiliar no equilíbrio do ambiente. Diante de insetos, fungos e outros materiais, o público aprenderá ainda a fazer biofertilizantes e entender porque determinado procedimento funciona melhor que outro.

A agricultura orgânica — realizada sem o uso de agrotóxicos e de adubos químicos solúveis — é voltada para o uso das reservas naturais existentes na área rural. Utilizada no Brasil há cerca de três décadas, é pesquisada há 10 anos. Todos os produtos da cadeia produtiva já existem na versão orgânica, desde laranja, açúcar, arroz e café, até roupas produzidas com algodão orgânico.

A aplicação dessa agricultura vem expandindo. De cinco anos para cá, o crescimento atinge 50% ao ano, tanto em pequenas como em grandes propriedades. Outro dado muito importante, da Associação de Agricultura Orgânica, aponta que de 1999 para 2000 o número de associados e de produtos saltou em 150%.

Outro índice que comprova o crescimento desse segmento é o número de certificadoras, responsáveis por analisar os produtos e conceder o certificado de produto orgânico. De 1999 para 2001, no estado de São Paulo, as certificadoras passaram de 5 para 19, segundo Edmilson José Ambrosano, pesquisador do IAC e presidente da Comissão Técnica de Agricultura Ecológica, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento.

O mercado de orgânicos tem atraído os agricultores, pois esses produtos são muito bem remunerados. De acordo com Edmilson Ambrosano, o trigo orgânico é vendido a 130% a mais que o trigo tradicional, e o café orgânico, a 50% a mais. Esse ágil se mantém em razão da grande procura e da pequena oferta.

A ótima remuneração se deve ao elevado investimento inicial que a agricultura orgânica requer. Além disso, há mais riscos de produção até se alcançar o domínio do sistema e o equilíbrio do ambiente, já que não é permitido o uso de agrotóxicos. Mas, se o custo inicial é alto, depois, com a melhora ambiental, ele cai muito. Então o agricultor continua a vender produtos bem valorizados, com custo baixo. Para se ter uma idéia, na citricultura tradicional, entre 60% e 70% do custo de produção são de agrotóxicos. Por isso, muitos dos agricultores que começam na agricultura orgânica buscam a redução de investimentos.

As principais vantagens da agricultura orgânica estão na proteção do ambiente, de quem trabalha na terra e na produção de produtos mais saudáveis, sem agrotóxicos. Este último benefício vem atraindo muitos consumidores em todo o mundo. A União Européia está aprovando uma lei que obriga o uso de orgânicos nos cardápios das merendas escolares para alunos com até 12 anos.

A agricultura orgânica aplica os recursos da própria natureza para equilibrar o meio. Daí são utilizadas misturas, chamadas compostagens; cerva-viva, elaboradas com plantas que servem para separar uma cultura de outra; adubação verde e outros recursos presentes na natureza.