TNC e Embrapa fortalecem parceria no Amapá

Recomposição florestal foi um dos assuntos discutidos entre os técnicos das instituições

Embrapa Amapá
Agricultura Sustentável

A Embrapa Amapá recebeu, nesta sexta-feira (14), a visita de técnicos da ong TNC (The Nature Conservancy) que atuam na base regional da instituição, localizada em Belém (PA). Ian Thompson (Diretor do Programa de Conservação da Amazônia) e Rodrigo Mauro Freire (Coordenador de Floresta e Clima do Programa Amazônia Região da América Latina) foram recebidos pelo chefe-geral da Embrapa Amapá, Jorge Yared; pelo chefe de Pesquisa e Desenvolvimento substituto, Rogério Alves; pelo chefe de Transferência de Tecnologias, Edyr Batista, e pelo supervisor da agenda de Transferência de Tecnologias, Aderaldo Gazel. Na pauta da reunião, foi feita uma avaliação positiva da participação da TNC no projeto “Açaí, Banana e Citros - ABC da Agricultura Familiar das Comunidades Indígenas de Oiapoque (Frutiindo)”, coordenado pela Embrapa Amapá. Na ocasião, também ficou definido o interesse no avanço da parceria em outros projetos de transferência de tecnologia e de pesquisa e desenvolvimento.

A TNC é uma das maiores organizações de conservação ambiental do mundo. Foi criada em 1951 e está presente em 35 países, adotando estratégias com o objetivo de proteger a natureza e preservar a vida. Trabalha no Brasil desde 1988, junto com diversos parceiros contribui para respostas técnicas aos principais desafios da conservação, como o desmatamento ilegal, as mudanças climáticas e a escassez de água doce.

No âmbito do Projeto Frutiindo, a principal tecnologia transferida pela Embrapa é o manejo de mínimo impacto de açaizais nativos e também são instaladas Unidades Demonstrativas de cultivares de bananeiras resistentes à sigatoka negra. Além de implantação e formação de mudas cítricas enxertadas. A meta é prolongar em pelo menos mais dois meses o período de safra dos açaizais nativos, que atualmente tem seu ápice de abril a junho, e aumentar a produção de bananas de áreas indígenas por meio de material genético de qualidade superior.

O diretor do Programa de Conservação da Amazônia da TNC, Ian Thompson, destacou que a Embrapa transfere tecnologias de manejo nas áreas indígenas onde a TNC já atua há cerca de 10 anos junto com a Funai e os indígenas. “E neste momento estamos aqui para discutirmos o andamento do trabalho, é importante este momento de comunicação entre as duas instituições. A visita à Embrapa tem como foco nossos pontos em comum sobre conservação e iniciativas que melhorem o bem-estar da população indígena de Oiapoque, por meio do aumento e melhoria da produção (com destaque para o açaí), e do incremento do comércio do açaí, para melhorar a renda familiar d0o indígenas”, acrescentou Ian Thompson.

Para o diretor do Programa de Conservação da Amazônia da TNC, é “muito importante somarmos esforços na inovação em tecnologia para a utilização dos recursos naturais, sempre respeitando o uso tradicional e reconhecendo que a ciência deve fazer sua parte para aumentar a produtividade”. Ele sinalizou com a perspectiva concreta de consolidar parcerias em outros projetos da Embrapa, por exemplo temas de pesquisa relacionados às questões de ordenamento territorial. “Temos todo o interesse em colaborar com a Embrapa Amapá e outros parceiros nessa questão. Estamos com um novo Código Florestal e chegou o momento de colocarmos em prática.

Outro assunto discutido entre os técnicos da Embrapa e da TNC foi a recomposição florestal. De acordo com Ian Thompson, as ações de legalização ambiental em propriedades privadas deverão contar com o fator da recomposição florestal. “A Embrapa tem tecnologias e experiências a serem compartilhadas, além de ser um agente importante nesse debate”. Para a execução do Projeto Frutiindo, a Embrapa conta também com a colaboração de outros importantes parceiros, como o Conselho dos Caciques dos Povos Indígenas do Oiapoque (CCPIO), Instituto Estadual de Florestas (IEF), da Fundação Nacional do Índio (Funai), do Instituto de Desenvolvimento Rural do Estado do Amapá (Rurap) e a ong Instituto de Pesquisa e Formação Indígena (Iepé).